Polícia diz que assassino de petista está com ventilação mecânica e estável

O petista Marcelo Arruda foi assassinado no último sábado (9) por um apoiador de Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)
O petista Marcelo Arruda foi assassinado no último sábado (9) por um apoiador de Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução)

O policial penal federal Jorge José da Rocha Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) e que assassinou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, que comemorava o aniversário de 50 anos com uma festa temática do PT (Partido dos Trabalhadores), respira com auxílio de ventilação mecânica e está em estado estável, disse a Polícia Civil do Paraná nesta terça-feira (12), informou o portal UOL. O crime aconteceu no sábado (9) em Foz do Iguaçu (PR).

Jorge José da Rocha Guaranho foi transferido na segunda (11) à noite do Hospital Municipal de Foz do Iguaçu para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Ministro Costa Cavalcante. Ainda segundo o portal UOL, Dalvalice Rosa, mãe do assassino, disse que Guaranho foi baleado no rosto, nas duas pernas e sofreu um edema na cabeça causado por chutes de ao menos dois homens.

A nota enviada em conjunto pela Secretaria da Segurança Pública e pela Polícia Civil do Paraná diz ainda que o estado de saúde do policial penal é grave e que não há previsão de alta da UTI.

O guarda municipal Marcelo Arruda foi morto com dois tiros de arma de fogo. O homem celebrava seu aniversário de 50 anos, cuja temática era o PT, quando o agente penitenciário Jorge José da Rocha Guaranho invadiu a festa e abriu fogo. Guaranho foi baleado e encaminhado para o hospital.

Segundo Marcos Antonio Jahnke, secretário de Segurança Pública de Foz do Iguaçu, em entrevista à RPC, a Polícia Civil ainda investiga os motivos por trás do crime, mas adiantou que a investigação trabalha com a hipótese de intolerância política.

De acordo com o boletim de ocorrência, registrado na 6.ª Subdivisão Policial de Foz do Iguaçu, Guaranho gritou ao chegar ao local: “Aqui é Bolsonaro!”.

"Policiais de esquerda serão vítimas de violência"

Durante uma palestra, que ocorreu há dois meses, o guarda municipal Marcelo Aloizio de Arruda, que foi morto durante sua festa de aniversário por um bolsonarista, disse que agentes de segurança de esquerda, como ele, seriam "as primeiras vítimas" de violência política no Brasil.

Arruda estava acompanhado do advogado e professor de Direito Fábio Aristimunho Vargas, que também palestrou. O evento era um seminário para jovens sobre combate à violência, que ocorreu em Foz do Iguaçu, no dia 14 de maio.

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