Polícia faz reconstituição da morte de Kathlen Romeu, no Rio

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Protesto no Complexo do Lins, onde Kathlen Romeu foi morta. Rio de Janeiro, RJ (Photo by Allan Carvalho/NurPhoto via Getty Images)
Protesto no Complexo do Lins, onde Kathlen Romeu foi morta. Rio de Janeiro, RJ (Photo by Allan Carvalho/NurPhoto via Getty Images)

Começou por volta do meio dia de hoje a reprodução simulada da morte da designer de interiores Kathlen Romeu, de 24 anos. A jovem foi morta no dia 8 de junho enquanto caminhava no bairro Lins de Vasconcelos, zona Norte do Rio de Janeiro. Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital iniciaram a reconstituição do crime, ocorrido na Rua Araújo Leitão, enquanto a Polícia Militar patrulha o local.

A avó de Kathlen, Sayonara Fátima, deu o depoimento, e agora a versão dos policiais está sendo ouvida, conforme adiantou Rodrigo Mondego, procurador da Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ. Testemunha do caso, a avó permaneceu com a versão de que não havia confronto no dia da operação, e que os primeiros disparos que ouviu atingiram a neta.

Conforme apurado pelo Jornal Extra, o Ministério Público ja tem suspeitas sobre como o crime aconteceu. O promotor Alexandre Murilo Graça, da 3ª Promotoria Penal da Capital que o MPRJ já teria uma ideia de onde partiu o tiro que matou a jovem.

— A gente já tem uma ideia do que aconteceu. A reprodução é para gente saber e tentar identificar quem efetuou o disparo — disse o promotor.

Investigação do MP suspeita de alteração da cena do crime

A Comissão de Direitos Humanos da OAB-RJ vem acompanhando os familiares de Kathlen em depoimentos na Delegacia de Homicídios da Capital e Ministério Público. Foram ouvidos a avó paterna, Sayonara Fátima, no último dia 29 de junho, e os pais da jovem.

Mondego afirmou que o promotor do Ministério Público junto à auditoria de Justiça Militar, Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, revelou que há indícios de fraude processual na operação - que indica que o local do crime não foi preservado, podendo ter sido alterado pela própria PM. Em entrevista ao Yahoo Notícias, a esteticista Monique Messias, madrinha da vítima, contou que conhecidos da comunidade viram policiais retornando ao local do crime para retirar cápsulas de balas do chão, na intenção de ocultar os responsáveis pela morte da modelo.

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