Com aval de Moraes, do STF, PF faz buscas contra Sergio Reis e deputado bolsonarista

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  • PF faz buscas em endereços, no RJ e em Brasília, ligados ao cantor e ao parlamentar

  • Cantor ganhou as manchetes recentemente por convocar uma greve de caminhoneiros nas vésperas do 7 de setembro para atacar o Congresso e o STF

  • Mandados atendem pedido da PGR, que apura atos contra as instituições da República

O deputado federal Otoni de Paula (PSC-RJ) e o Sergio Reis, cantor bolsonarista que ganhou as manchetes nos últimos dias por falas antidemocráticas, são alvos de mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo são 13 mandados sendo executados com aval do ministro Alexandre de Moraes. Eles atendem a uma solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apura manifestações contra as instituições.

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Na manhã desta sexta-feira (20), agentes da Polícia Federal já estiveram em endereços ligados ao cantor. A PF esteve na casa e no gabinete do parlamentar fluminense. Ambos são apoiadores enfáticos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Agentes estiveram em endereços em diferentes estados: Santa Catarina (6), São Paulo (2), Rio de Janeiro (1), Mato Grosso (1), Ceará (1), Paraná (1), além do Distrito Federal (1).

Segundo a PF, o objetivo das buscas seria investigar o “eventual cometimento do crime de incitar a população, através das redes sociais, a praticar atos violentos e ameaçadores contra a Democracia, o Estado de Direito e suas Instituições, bem como contra os membros dos Poderes”.

Cantor negou ter medo de ser preso

Após gerar polêmica nos últimos dias por convocar uma greve de caminhoneiros nas vésperas do 7 de setembro para atacar o Congresso e o Supremo Tribunal Federal (STF), o cantor e ex-deputado federal Sérgio Reis foi alvo de duras críticas.

No entanto, a posição de Reis não mudou. “Se não fizer uma paralisação, não muda esse país”, declarou em entrevista ao jornal O Globo. Além disso, foi além e disse não temer ser preso. “Eu não tenho medo de ser preso. Não sou frouxo. Não sou mulher. Cadeia é para homem”, disse.

Ainda assim, o ex-deputado afirma se arrepender de ter gravado o áudio. “Eu estava conversando com um amigo. Era tudo brincadeira. Ele postou no grupinho dele e aquilo foi para fora. E isso me prejudicou muito”, contou. “Eu me arrependo demais de ter falado com um amigo. Amigo da onça, sabe como é.”

Parlamentar já foi denunciado por crimes de difamação

Otoni de Paula ao lado de Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais
Otoni de Paula ao lado de Bolsonaro - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Em julho de 2020, Otoni de Paula já foi alvo de denúncia da PGR ao STF para apurar supostos crimes de difamação, injúria e ofensas ao ministro Alexandre de Moraes. Um mês depois, a Justiça determinou que as postagens referidas na denúncia fossem excluídas. 

Nos registros, Otoni chamava Moraes de “lixo” e “canalha”, acusando o magistrado de tirania. Na ocasião, o deputado era um dos vice-líderes do governo Bolsonaro, cargo que ele já não ocupa.

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