Polícia Federal investiga participação de segundo suspeito em ataque a Bolsonaro

A Polícia Federal investiga a participação de uma segunda pessoa no ataque a faca sofrido pelo candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). O suspeito, que não teve a identidade revelada, chegou a ser detido, mas foi liberado e continua a ser investigado. Não houve elementos para prisão em flagrante.

Jair Bolsonaro foi atacado enquanto participava de um ator e campanha nos arredores do Parque Halfeld —um dos locais mais movimentados da cidade mineira, na quinta-feira (6). O político estava sendo carregado nos ombros por apoiadores quando foi atingido por uma facada.

Um outro suspeito identificado como Adélio Bispo dos Reis foi preso e, de acordo com a Polícia Federal, teria confessado o crime.

Após ser operado ainda na noite de quinta-feira, Jair Bolsonaro foi transferido na manhã desta sexta-feira (7) para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

O filho do candidato, Flávio Bolsonaro, declarou ainda em Juiz de Fora que  ‘o pior já passou’ e que o quadro de seu pai é estável.

Traumas como o do presidenciável, que atingiu grandes vasos sanguíneos e órgãos no abdome, são marcados por um período crítico de recuperação nas primeiras 48 horas. Os maiores riscos nessa fase, explicou Ludhmila Hajjar, especialista em terapia intensiva e em medicina de emergência e professora da USP, são de hemorragia, inflamação, coágulos, insuficiência renal e infecções.

O boletim médico divulgado descartou a possibilidade de lesão no fígado. A veia mesentérica superior, que leva sangue para parte do intestino, foi lesada e reparada, assim como as lesões no intestino grosso e no intestino delgado.