Polícia investiga ameaça nazista em escola Mackenzie de SP: "O massacre acontecerá"

Ameaça nazista foi identificada na porta de um dos banheiros do colégio Mackenzie, em São Paulo. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Ameaça nazista foi identificada na porta de um dos banheiros do colégio Mackenzie, em São Paulo. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

A Polícia Civil investiga ameaças nazistas que foram escritas na porta de um banheiro do colégio Mackenzie do Alphaville, em São Paulo. Agentes estiveram na unidade nesta sexta-feira (5) para levantar informações que levem ao suspeito.

A pichação fazia referência a um possível “massacre” na escola:

“Na próxima semana o massacre acontecerá. Estejam avisados”, diz a mensagem, rabiscada em cor vermelha na porta de um dos banheiros masculinos da instituição.

Havia ainda uma suástica, símbolo do nazismo, que foi desenhada junto aos escritos.

Em nota oficial, o Instituto Presbiteriano Mackenzie confirmou ter recebido “com profunda indignação e surpresa ameaças com pichação na porta de um dos banheiros no campus de Alphaville”.

“Temos uma história com mais de 150 anos, pautada pelo respeito e por serviços prestados à sociedade brasileira, especialmente com a formação de milhares de profissionais. Por isso, não aceitamos esse tipo de violência. Reforçamos a segurança interna e já acionamos a polícia para investigar os autores”, informou a escola para o portal Metrópoles.

A UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) classificou como absurda a ocorrência de ameça nazista na escola.

Nazismo não é brincadeira, que o Colégio apure os fatos e os responsáveis sejam penalizados”, pedia a nota.

Crime

O ato de 'fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo' é considerado crime pela lei do racismo (Lei 7716/1989). A pena do crime inclui multa ou reclusão de um a três anos.

Outro caso

Nesta semana (2), um homem identificado como Wilho Silva Brito foi preso por ofensas contra negros e gays na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Ele fez uma série de referências ao nazismo e carregava um exemplar do livro "Minha Luta" (Mein Kampf), de Adolf Hitler, o chanceler da Alemanha nazista.

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