Polícia investiga ex-candidato a vereador por atropelar opositora de Bolsonaro

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Mulher é atropelada ao sair de protesto no Recife contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
Mulher é atropelada ao sair de protesto no Recife contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido)
  • A polícia investiga como tentativa de homicídio o atropelamento durante ato contra Jair Bolsonaro

  • Uma mulher foi atingida por um veículo em protesto no Recife

  • O motorista avançou contra os manifestantes e fugiu do local sem prestar socorro à vítima

A Polícia Civil de Pernambuco investiga como tentativa de homicídio o atropelamento de uma mulher durante o protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), no último sábado (2), no Recife. O motorista foi identificado como Luciano Matias Soares, de 38 anos, que foi candidato a vereador da capital pernambucana pelo PSC em 2012. Ele negou que a atitude teve motivação política.

Segundo testemunhas, o veículo furou o bloqueio e avançou contra os manifestantes. A vítima é advogada e tem 29 anos. O motorista do veículo fugiu do local sem prestar socorro à mulher, que foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel (Samu).

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Acompanhado do advogado Sérgio Gonçalves, o motorista afirmou que o medo fez com que ele apertasse o acelerador do veículo, levando a advogada no capô do carro por metros até cair. Ele declarou que algumas pessoas ficaram na frente do carro.

"Se eu tivesse vindo na velocidade, eu não tinha apenas atropelado ela, teria atropelado várias pessoas. Só passei por ela porque ela se pendurou no meu carro. Começaram a dar um monte de pancada no carro, [...] então fiquei com medo. Me senti ali agredido. Fiquei com medo de ficar e acontecer uma coisa pior", disse Luciano ao portal G1.

Após o atropelamento, Luciano procurou o advogado Sérgio Gonçalves e registrou um boletim de ocorrência na Central de Plantões da Capital (Ceplanc), por dano e depredação de patrimônio.

Luciano negou que o atropelamento tenha sido proposital e disse que o ocorrido não teve nenhuma ligação com política: "Sou administrador e não tenho nada a ver com bandeira política. [...] Estou solidário. Desde a hora do acontecimento, estou tremendo por dentro, preocupado com a pessoa que sofreu o acidente".

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