Polícia investiga se assassino de militante do PT soube de festa horas antes do crime

Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)
Militante petista e tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda foi assassinado por bolsonarista durante celebração do próprio aniversário de 50 anos (Foto: Reprodução)

A Polícia Civil do Paraná investiga se Jorge Guaranho, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) que matou o tesoureiro do PT de Foz do Iguaçu, Marcelo Arruda, já sabia sobre a festa de aniversário do petista.

Segundo informações da jornalista Andréia Sadi, da TV Globo, uma testemunha afirmou às autoridades que Jorge Guaranho soube da festa na tarde de sábado, enquanto a celebração aconteceu no período da noite.

O bolsonarista invadiu o local da festa gritando “Aqui é Bolsonaro” e matou Marcelo Arruda. A comemoração aconteceu na Associação Esportiva Saúde Física Itaipu (Aresf), instituição da qual Guaranho já foi diretor.

De acordo com a jornalista, a testemunha teria dito que horas antes do crime, Jorge Guaranho estava em um churrasco na Aresf. Lá, ele teria acessado câmeras de segurança e viu imagens de que havia uma festa cujo tema era o PT e o ex-presidente Lula.

A polícia suspeita que, depois de ver as imagens, Jorge Guaranho decidiu ir até o local da festa. Autoridades ainda investigam se o assassino teve acesso às câmeras de segurança de forma remota ou no próprio local da comemoração.

Pamela Silva, viúva de Marcelo, relatou que o bolsonarista chegou ao local de carro, dizendo: “vou matar todos vocês, seus desgraçados”. Mais tarde, Guaranho voltou e atirou em Marcelo Arruda, que não resistiu.

Prisão preventiva

O Ministério Público do Paraná (MPPR), informou que decretou a prisão preventiva do apoiador de Bolsonaro suspeito de assassinar o tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na madrugada do último domingo (10). O anúncio foi feito em coletiva do órgão na manhã desta segunda-feira (11).

Tiago Lisboa Mendonça, promotor de Justiça, informou que o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) a partir de agora fará parte da equipe de investigações e destacou que alguns pontos precisam ser apurados.

"Vários pontos precisam ser esclarecidos. Qual razão ele esteve no local? Foi apurado de que ele era membro de uma associação da região. Em razão de que ele poderia estar ai fazendo rondas externas que eram feitas, mas é necessário apurar se dentro dessa ronda, ia até aquele ponto específico. [...] Outro motivo é se havia alguma indicação de que ali ocorria festa temática, música e afins. [...] Para a apuração talvez façamos a reprodução simulada dos fatos. [...] Quanto antes esclarecer os fatos, por qual razão esse crime bárbaro foi cometido e punir o responsável ou responsáveis", disse o promotor durante a coletiva.

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