Polícia lança bombas de gás em grupo que protestava após explosão em Beirute

Reuters
·2 minuto de leitura
Tropa de choque foi acionada para conter manifestantes que tentavam entrar no Parlamento.
Tropa de choque foi acionada para conter manifestantes que tentavam entrar no Parlamento.

A escalada de tensão entre manifestantes e a polícia em Beirute, durante protestos após a devastadora explosão que matou pelo menos 158 pessoas, levou à morte de um policial neste sábado (8).

Manifestantes invadiram ministérios do governo e danificaram os escritórios da Associação de Bancos Libaneses, segundo mostraram imagens de televisão, enquanto tiros eram disparados em protestos cada vez maiores após a explosão devastadora desta semana.

Um policial no local afirmou que o seu colega morreu ao cair no poço de um elevador em um prédio próximo, após ser perseguido por manifestantes.

A Cruz Vermelha disse que havia tratado ferimentos em 117 pessoas, e outras 55 foram levadas ao hospital. Um incêndio começou na praça Martyrs, no centro da cidade.

Dezenas de manifestantes invadiram o Ministério das Relações Exteriores, onde queimaram uma fotografia do presidente Michel Aoun, representante para muitos de uma classe política que governou o Líbano por décadas e que dizem ser culpada pela profunda crise política e econômica.

“Ficaremos aqui. Chamamos o povo libanês para ocupar todos os ministérios”, disse um manifestante, com um megafone.

Mais cedo, uma tropa de choque lançou bombas de gás lacrimogêneo contra manifestantes que tentavam ultrapassar uma barreira para chegar ao prédio do Parlamento.

Cerca de 7.000 pessoas reuniram-se na praça Martyrs, no centro da cidade, alguns atirando pedras. A polícia lançou gás lacrimogêneo quando alguns manifestantes tentaram romper a barreira que bloqueia a rua que leva ao Parlamento, disse um jornalista da Reuters. Ambulâncias foram enviadas para o local. Um adolescente desmaiou por causa do gás.

A polícia confirmou que tiros e balas de borracha foram disparados. Não ficou imediatamente claro quem atirou.

Imagens de televisão mostraram manifestantes também invadindo os ministérios da Energia e da Economia.

Os manifestantes entoavam “o povo quer a queda do regime”, bordão popular...

Continue a ler no HuffPost