Polícia prende delegada flagrada com quase R$ 2 mi em operação contra bingos

Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém, que está entre os delegados investigados na operação. Foto: Reprodução.
Dinheiro apreendido na casa da delegada Adriana Belém, que está entre os delegados investigados na operação. Foto: Reprodução.
  • Delegada Adriana Belém foi presa em sua casa na Barra da Tijuca

  • Operação também tinha como alvo o réu pela morte de Marielle Franco

  • Ela é investigada por esquema de bingos

A delegada Adriana Belém, alvo da Operação Calígula, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), foi presa no início da tarde em casa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Durante a ação, a força-tarefa apreendeu quase R$ 2 milhões em dinheiro no apartamento dela.

A 1ª Vara Especializada do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) expediu o mandado de prisão.

"O gigantesco valor em espécie arrecadado na posse da acusada, que é Delegada de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, aliado aos gravíssimos fatos ventilados na presente ação penal, têm-se sérios e sólidos indicativos de que a ré apresenta um grau exacerbado de comprometimento com a organização criminosa e/ou com a prática de atividade corruptiva (capaz de gerar vantagens que correspondem a cifras milionárias)", diz a decisão do juiz Bruno Monteiro Ruliere.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou a Operação Calígula, para desarticular um grupo envolvido em casas de apostas e bingos. Entre os alvos, estão o contraventor Rogério de Andrade, o PM reformado Ronnie Lessa — réu pela morte da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes — e outras 27 pessoas.

Até agora, cinco pessoas já foram presas. De acordo com as investigações, Rogério e Ronnie abriram casas de apostas e bingos na Zona Oeste do Rio pelo menos desde 2018.

Além deles, são investigados dois delegados. A primeira é a delegada Adriana Belém, que foi encaminhada para a Corregedoria da Polícia Civil para prestar esclarecimentos. Ela entregou o cargo de titular da 16ª DP (Barra da Tijuca) em janeiro de 2020, depois que dois agentes com quem trabalhava foram presos por envolvimento com milicianos de Rio das Pedras, onde atuava Lessa, pela Operação Intocáveis II.

Naquela época, um procedimento chegou a ser aberto, mas Adriana não era uma das investigadas. No entanto, o MPRJ, na operação Calígula, apreendeu R$ 2 milhões em sua casa.

Também em 2020, Adriana se candidatou a vereadora e teve 3,5 mil votos. Sua campanha chamou a atenção ao contar com diversas personalidades: Adriano Imperador, Edmundo, Deco, Djalminha, Amoroso, Dudu Nobre, Xande de Pilares, Mc G15 e David Brazil.

Em abril de 2022, ela foi nomeada para um cargo na Secretaria Municipal de Esportes e Lazer do Rio de Janeiro. Segundo o Portal da Transparência, seu salário é de R$ 8.345,14. Ela foi exonerada nesta terça-feira (10), segundo informações da prefeitura.

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