Polícia prende falso médico que trabalhava na ala de Covid-19 e chegou a se vacinar

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Médico foi preso enquanto trabalhava na UPA - Foto: Reprodução
Médico foi preso enquanto trabalhava na UPA - Foto: Reprodução
  • Médico foi preso quando trabalhava na ala da Covid-19 da UPA Realengo, nesta terça-feira

  • O rapaz utilizava CRM falso e sequer completou a faculdade de medicina

  • Ele chegou a se vacinar por ser um profissional na linha de frente de combate ao vírus

Um homem que trabalhava como médico na ala de Covid-19 da UPA Realengo, na Zona Oeste do Rio, foi preso em flagrante nesta terça-feira. Isso porque ele nunca se formou para exercer a função e atuava com um registro falso.

O caso foi relatado pelo jornal O Globo. De acordo com a matéria, o falso médico é Itamberg Oliveira Saldanha, de 31 anos, que inclusive estava trabalhando na UPA quando foi detido por policiais da 12ª DP (Copacabana).

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Itamberg atendia na sala amarela da UPA, destinada a pacientes com Covid-19. Ele, inclusive, já foi vacinado contra a doença.

A polícia estima que o rapaz tenha feito mais de três mil atendimentos desde janeiro, recebendo cerca de R$ 100 mil no período. Ele realizava cerca de 70 atendimentos por plantão.

Itamberg usava um carimbo com dados do médico Álvaro Pereira de Carvalho, cujo registro no Conselho Regional de Medicina (CRM) era utilizado pelo falso médico.

Médico trabalhava em sala de Covid-19 de uma UPA (Mario Tama/Getty Images)
Médico trabalhava em sala de Covid-19 de uma UPA (Mario Tama/Getty Images)

Delegada titular da 12ª DP, Bianca Lima manifestou sua indignação pelo fato de o criminoso estar trabalhando na ala para pacientes da Covid-19. “É uma doença na qual os pacientes podem ter quadros que evoluem muito mal e forma rápida. Então o tratamento precisa de um olhar bem especializado, técnico. É uma situação absurda”, declarou.

Itamberg admite ter abandonado a faculdade

Aos investigadores, Itamberg revelou que cursou medicina na Universidade Gama Filho até o sexto período, mas ficou sem dinheiro e largou a faculdade. Ele próprio admitiu não ser médico.

Por conta da fraude, o rapaz deve responder pelos crimes de tentativa de estelionato, falsidade ideológica e exercício ilegal da profissão da medicina.