Polícia prende funcionários que dopavam idosa e roubaram R$ 11 milhões no RJ

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Integrantes da quadrilha foram detidos nesta quinta - Foto: Reprodução/TV Globo
Integrantes da quadrilha foram detidos nesta quinta - Foto: Reprodução/TV Globo
  • Integrantes da quadrilha foram presos nesta quinta, acusados de roubar R$ 11 milhões de uma idosa

  • Eles trabalhavam para a senhora, a dopavam e a convenciam a assinar documentos e cheques

  • A polícia ainda procura um quinto elemento da quadrilha, que conseguiu escapar

Uma quadrilha de criminosos foi presa em Teresópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro, na manhã desta quinta-feira, acusada de roubar R$ 11 milhões de uma idosa. As informações são da TV Globo.

Quatro pessoas, que trabalhavam como funcionárias da vítima, foram apontadas como autoras do crime. Segundo a investigação, os envolvidos dopavam a mulher de 88 anos, ex-funcionária da Receita Federal, para efetuar os roubos.

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Os criminosos foram identificados como Bruno de Lima Reis, chefe da quadrilha, Luiz Carlos Amorim e Márcia Souza Pereira Amorim, sogros do motorista e caseiros do sítio da vítima, e Marcelo da Silveira Reis, tio de Bruno e responsável pelas transferências bancárias. O jardineiro do sítio da vítima, Alexandre Caetano Félix, também seria integrante da quadrilha, mas está foragido.

A investigação teve início depois que uma sobrinha da idosa recebeu uma ligação anônima contando que a mulher estava sendo vítima de maus tratos e tendo seus bens roubados. Ela, então, acionou a 110ª DP.

Bruno era o chefe da quadrilha - Foto: Reprodução
Bruno era o chefe da quadrilha - Foto: Reprodução

A Polícia Civil cumpriu nesta quinta cinco mandados de prisão, além de 11 de busca e apreensão nas residências dos envolvidos. Os suspeitos serão indiciados por roubo qualificado, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Entenda o caso

Segundo constatou a investigação, a quadrilha começou a agir em 2018, quando Bruno fez um trabalho de pedreiro para a idosa e, posteriormente, foi contratado como seu motorista.

O rapaz, então, foi apresentando os outros envolvidos à mulher, que aceitava as indicações de seu funcionário e também oferecia empregos a estas pessoas.

Ao longo dos últimos três anos, a quadrilha constantemente dopava a idosa com o medicamento clonazepam. Com ela já sem plena capacidade cognitiva, faziam com que a empregadora assinasse cheques e documentos autorizando vendas de imóveis e saques de contas bancárias.

Por meio de transferências, saques, emissões de cheques, comercialização de casas e apartamentos, e aquisição de bens, como carros de luxo, os criminosos conseguiram roubar o equivalente a R$ 11 milhões da vítima.

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