Polícia prende homem que filmava estudantes nuas em universidade de Brasília

Polícia prendeu acusado de fotografar e filmar mulheres nuas - Foto: Getty Images
Polícia prendeu acusado de fotografar e filmar mulheres nuas - Foto: Getty Images
  • Polícia do Distrito Federal prendeu homem suspeito de filmar mulher nuas em banheiros públicos

  • Ele perseguia as vítimas e aproveitava um momento de desatenção para registrar imagens

  • Mais recentemente, ele foi denunciado após fotografar uma estudante em uma faculdade de Brasília

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu preventivamente na última terça-feira (21) o homem suspeito de fotografar e filmar mulheres nuas em banheiros públicos de Brasília.

Jonathan Alves Ramos, de 29 anos, teria cometido os crimes em bares, restaurantes e até igrejas. Ele foi denunciado após ser flagrado filmando uma estudante em um dos banheiros da Universidade de Brasília (UnB).

De acordo com a 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), em informações reproduzidas pelo portal Metrópoles, Jonathan teria praticado o crime de importunação sexual ao menos 18 vezes.

A polícia explicou que o suspeito costumava observar as vítimas, esperar que elas fossem ao banheiro e, então, persegui-las e registrar as imagens.

Diante das acusações, a Justiça expediu um mandado de prisão de Jonathan, além de um de busca e apreensão. Eles foram cumpridos na terça.

Denúncia de estudante

No início do mês, uma estudante de 22 anos utilizou as redes sociais para revelar que havia sido fotografada nua por um rapaz no banheiro da UnB. Posteriormente, a polícia constatou que o suspeito era Jonathan.

“Segundo dia de aula na UnB e sofri assédio sexual dentro do Campus Darcy Ribeiro”, relatou a estudante, destacando o fato de o episódio ter acontecido no último dia 7, apenas o segundo dia de aulas presenciais após dois anos de ensino remoto.

A aluna do curso de Serviço Social explicou que o crime ocorreu no Instituto Central de Ciências (ICC). Quando utilizava um box do banheiro, ela viu uma mão masculina tirando foto ou gravando vídeo com celular na parte de cima da cabine.

“Fiquei pasma, sem reação. Gritei: ‘Ei, o que é isso?!’. Ao sair do box, eu não tinha nem fechado o zíper da minha calça direito e o pervertido já estava longe”, escreveu.

A vítima contou que conseguiu observar como o suspeito estava vestido e gritou, mas as pessoas que o viram correndo “não sabiam do que se tratava e não fizeram nada”. “A segurança? Agiu como se fosse mais um caso.”

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