Polícia reforça segurança no Jacarezinho após final de semana de tiroteios

Há relatos de intenso conflito armado no Jacarezinho desde a última sexta-feira (18) - Foto: REUTERS/Alexandre Loureiro
Há relatos de intenso conflito armado no Jacarezinho desde a última sexta-feira (18) - Foto: REUTERS/Alexandre Loureiro

Após três dias de tiroteios decorrentes de ataques de criminosos a forças de segurança, o policiamento foi reforçado no Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira (21). Nove pessoas ficaram feridas e uma morreu nos confrontos.

Diante da intensidade dos tiroteios, nesta segunda-feira, sete escolas municipais e duas unidades de saúde não abriram na comunidade.

Segundo informações do portal G1, pela manhã de hoje não haviam relatos de tiroteios nesta segunda. Moradores registraram pelo menos quatro blindados da polícia circulando pela comunidade.

A Polícia Militar afirma que “os ataques criminosos podem ser considerados como tentativas de desestabilizar as ações da Polícia Militar no terreno, as quais vêm causando prejuízos financeiros aos grupos criminosos com influência local”.

De acordo com as investigações, o traficante Adriano Souza de Freitas, o Chico Bento, ordenou a reocupação do Jacarezinho, uma das comunidades contempladas pelo Cidade Integrada, programa do governo do estado que prevê ocupação policial e serviços à população.

As trocas de tiros, segundo relatos, iniciaram na manhã da última sexta-feira (18), em vários pontos do Jacarezinho.

À tarde, o comércio na Rua Amaro Rangel fechou as portas. A via fica a 450 metros da Cidade da Polícia e perto das bases usadas pelo programa Cidade Integrada.

Já no sábado (19), os tiros começaram a ser ouvidos antes das 5h. Imagens de redes sociais mostraram policiais do Batalhão de Choque patrulhando becos e vielas da localidade e revistando os moradores. Dois policiais militares do Batalhão de Ações com Cães (BAC) foram baleados.

Neste domingo (20), os confrontos deixaram pelo menos seis baleados e um morto, segundo informações da TV Globo.

Os seis foram levados para a UPA de Manguinhos e cinco receberam alta, entre eles, duas adolescentes de 13 anos. As identificações não foram divulgadas. Por volta das 16h30, a Av. Leopoldo Bulhões foi interditada em ambos os sentidos, entre a Linha Amarela e Benfica, devido a uma manifestação.