Polícia vai investigar estupro de vulnerável contra menina de 13 anos grávida

Polícia investiga se adolescente grávida foi submetida a estupro de vulnerável - Foto: Getty Images
Polícia investiga se adolescente grávida foi submetida a estupro de vulnerável - Foto: Getty Images
  • Polícia investigará possível estupro de vulnerável de garota de 13 anos no interior de São Paulo

  • A garota teve de passar por um parto de risco após suposta recusa no atendimento do hospital

  • Agentes, agora, aguardam para saber quem é o pai da criança

A polícia está investigando se a menina de 13 anos que convulsionou e teve um parto de risco no interior de São Paulo, no início de maio, foi estuprada.

O delegado, que não teve a identidade revelada, explicou ao G1 que está apurando a possibilidade de estupro de vulnerável contra a menor de idade. Ele próprio esclareceu que a violência é presumida em qualquer relação sexual antes dos 14 anos e que, por isso, a investigação também terá esse viés.

"Assim que a gente identificar o autor [pai do bebê], talvez a gente venha a instaurar inquérito policial para investigar o estupro de vulnerável contra ela praticado", declarou.

De acordo com o delegado, o contato com a vítima é de responsabilidade do Conselho Tutelar. A polícia deve acionar o órgão "para poder fazer o encaminhamento dela para o exame médico".

Somente após este primeiro procedimento, será feito um encaminhamento para escuta especial com psicólogos especializados da prefeitura.

Investigação de omissão

A polícia investiga, também, se houve omissão do Hospital Dr. Adhemar de Barros, em Apiaí, naquele dia 9 de maio.

Isso porque, de acordo com a mãe da vítima, o centro médico negou atendimento à jovem e a constrangeu, pedindo que ela fizesse teste de gravidez em outra localidade.

O atraso no atendimento pode ter influenciado na piora do quadro da adolescente, que teve de ser submetida a um parto de emergência.

Ao G1, o delegado relatou que a polícia exigiu que o hospital apresentasse explicações sobre o caso, o que ainda não aconteceu.

"Existe uma investigação em curso e, agora, vai ser agregada a questão do estupro de vulnerável, que também tem que ser apurado, além da suposta omissão de socorro no hospital", limitou-se a dizer o responsável pelo caso.

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