Policiais ameaçam protestos e "desembarque" do Governo Bolsonaro

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REGISTRO, BRAZIL - SEPTEMBER 04: President of Brazil Jair Bolsonaro waves during a visit to an Operational Unit of the Federal Highway Police at Regis Bittencourt Highway on September 4, 2020 in Registro, Brazil. (Photo by Miguel Schincariol/Getty Images)
Bolsonaro posa durante visita a uma unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal na Rodovia Regis Bittencout, no em Registro, no estado de São Paulo, em 4 de setembro de 2020 (Miguel Schincariol/Getty Images)

Servidores de carreira da área da segurança pública, como agentes da Polícia Federal e policiais rodoviários federais, ameaçam fazer protestos nesta quarta (10), alegando que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria traído a classe após "jogar para a galera" e sinalizar apoio nos últimos dias.

A informação foi revelada pela repórter Camila Mattoso, do jornal Folha de São Paulo, após conversas com representantes da categoria.

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De acordo com o presidente da Federação Nacional dos Policiais Rodoviários (FernaPRF), Dovercino Borges Neto, as paralisações que serão realizadas nesta quarta tem objetivo de ser "um ato simbólico de que a segurança pública desembarcou do governo Bolsonaro".

A principal reclamação da União dos Policiais do Brasil (UPB), é de que eles foram traídos por Bolsonaro, que teria prometido apoio aos membros da categoria, que pediam para ser poupados dos congelamentos da PEC Emergencial, que deve ser votada nesta quarta pela Câmara.

“É um movimento de traição, são montadas estratégias, deixando o Congresso ser culpado. Com Rodrigo Maia era mais fácil. Agora, no Senado, o governo votou contra a emenda defendida pelos policiais. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa”, afirmou Luis Antônio Boudens, presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef).

De acordo com a PEC, que viabilizaria o retorno do auxílio emergencial, um gatilho seria imposto para o congelamento de sarátios e a proibição da progressão na carreira ou novas contratações quando for decretado estado de calamidade público ou a relação entre despesas e receitas alcançar 95%.

O presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais (APCF), Marcos Camargo, alega que esta seria a terceira traição de Bolsonaro aos servidores da área da segurança. "A primeira foi na reforma da previdência, a segunda na votação da lei complementar 173, que também já trouxe vedações, e a terceira agora. E essa é muito grave”, afirmou.

Como os policiais são proibidos por lei de fazer greves, a categoria deve realizar diversas paralisações durante a quarta em várias das principais cidades do país.

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