Policiais protestam em Paris após assassinato de agente

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Policiais protestam em Paris para exigir punições mais severas para ataques contra eles

Milhares de policiais se reuniram, nesta quarta-feira (19), no centro de Paris para exigir punições mais severas para ataques às forças de segurança, duas semanas depois que um agente foi morto a tiros durante uma operação.

O policial Eric Masson foi morto no início deste mês durante uma operação de combate às drogas na cidade de Avignon, no sul da França.

A morte do agente, de 36 anos e pai de dois filhos, causou um profundo choque e reacendeu o debate sobre a política do presidente Emmanuel Macron na luta contra a insegurança e o crime a um ano das eleições presidenciais.

Mais de 35.000 pessoas, segundo os organizadores, responderam ao apelo lançado pelos sindicatos da polícia. O ministro do Interior, Gérald Darmanin, também compareceu ao ato para mostrar o seu "apoio".

O ministro da Justiça, Eric Dupond-Moretti, foi alvo dos manifestantes e sindicatos, que exigem uma resposta penal mais forte contra aqueles que cometem crimes contra agentes das forças de segurança.

"O problema da polícia é a justiça!", declarou o secretário-geral do sindicato Alliance, Fabien Vanhemelryck, de um palco onde foi pendurada uma faixa preta dizendo "Pago para servir, não para morrer".

"Penas mínimas para os agressores, essa é a mensagem forte e clara que esperamos", disse Grégory Joron, do sindicato Unité SGP Police-FO.

De acordo com os líderes sindicais, muitos "policiais veem a morte de Masson durante uma intervenção banal como um símbolo da violência reiterada contra eles e exigem uma" resposta penal mais firme.

Após a morte do agente, o governo fez uma série de promessas aos sindicatos.

O primeiro-ministro Jean Castex prometeu estender para 30 anos o período de segurança para pessoas condenadas à prisão perpétua por um crime contra um policial ou gendarme.

Na prática, uma pessoa condenada à prisão perpétua pode pedir a um juiz de condenação liberdade após cumprir o período de segurança, que atualmente é de 22 anos por crimes contra as forças de ordem.

O governo apresentou nesta quarta uma emenda nesse sentido como parte de um projeto de lei que deve ser votado durante a semana.

Mas os sindicatos lamentam que a sua "exigência mais importante", "a aplicação de penas mínimas" aos agressores policiais, não tenha sido "levada em conta".

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