Policial é baleado após dar tiros para o alto e gritar palavras de ordem no Farol da Barra, em Salvador

JOÃO PEDRO PITOMBO
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SALVADOR, BA (FOLHAPRESS) - Um policial militar foi baleado no início da noite deste domingo (28) após ter passado cerca de quatro horas dando tiros para o alto e gritando palavras de ordem no Farol da Barra, um dos principais pontos turísticos de Salvador. O policial chegou ao Farol da Barra por volta das 14h dirigindo um carro particular e rompeu as barreiras que isolavam a região. Em seguida, desceu do veículo e começou a disparar para o alto, provocando pânico entre moradores da região. O policial estava fardado, armado com um fuzil e uma pistola e estava com com o rosto pintado de verde e amarelo. O governo baiano afirma que o soldado enfrenta um surto. Em vídeos publicados por testemunhas nas redes sociais, o policial gritou palavras de protesto, falando em desonra e violação da dignidade dos policiais. “Comunidade, venham testemunhar a honra ou a desonra do policial militar do estado da Bahia”, gritou o policial militar em um dos vídeos, logo após ter dado um tiro para o alto com uma pistola. Em outro momento, ele grita: “Não vou deixar, não vou permitir que violem a dignidade e honra do trabalhador”. A região do Farol da Barra foi isolada. Em nota, o governo da Bahia afirmou que o policial estava em situação de “surto psicológico”. Por volta das 18h30, após cerca de quatro horas de negociação, o policial foi atingido por tiros. Ele foi socorrido por uma ambulância e levado para Hospital Geral do Estado. Ainda não há informações sobre o seu estado de saúde. Em nota, o governo da Bahia informou que o policial disparou com um fuzil contra guarnições do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais), que revidou: "Após pelo menos 10 tiros, o soldado foi neutralizado", diz a nota Ainda segundo o governo baiano, o soldado "alternava momentos de lucidez com acessos de raiva, acompanhados de disparos". E chegou a iniciar uma contagem regressiva antes de começar a atirar contra os colegas. "O nossos objetivos primordiais são preservar vidas e aplicar a lei. Buscamos, utilizando técnicas internacionais de negociação, impedir um confronto, mas o militar atacou as nossas equipes. Além de colocar em risco os militares, estávamos em uma área residencial, expondo também os moradores", afirmou o comandante do Bope, major Clédson Conceição.