Policial é morto com mais de 30 tiros na fronteira do Brasil com o Paraguai; foi o segundo agente executado em menos de 24 horas

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RIO — O policial paraguaio Hugo Ronaldo Acosta, de 32 anos, foi morto com 36 tiros de pistola calibre 9mm, na noite desta terça-feira, em Pedro Juan Caballero, na fronteira do Paraguai com o Brasil — a cidade é vizinha a Ponta Porá, em Mato Grosso do do Sul. Ele estava num Voyage e foi interceptado por bandidos que estavam numa caminhonete, informou a imprensa local. Acosta foi o segundo policial paraguaio morto num intervalo de menos de 24 horas.

A maioria dos disparos atingiu Acosta na cabeça, o que provocou sua morte por traumatismo craniano. Após o agente ser atingido, a arma dele foi levada de dentro de seu carro. Um homem vestindo uma camisa preta foi visto se aproximando do veículo, pegando a arma e deixando o local, escondendo o objeto.

Após o crime, ocorrido na Rua Palma, uma caminhonete Toyota Allion zul foi encontrada em chamas no bairro Maria Auxiliadora, na periferia de Pedro Juan. A polícia acredita que o veículo, que tinha uma queixa de roubo feita no dia 11 de setembro último, tenha sido o usado pelos assassinos do policial. Acosta trabalhava na 10ª delegacia de Bella Vista.

Outra execução

Na manhã de terça-feira, o suboficial da polícia paraguaia Pastor Miltos Duarte foi morto a tiros quando estava em casa, em Karapai, a cerca de 60 quilômetros de Ponta Porã. O agente seria ligado ao ex-deputado paraguaio Carlos Rubens Sanches Garcete, conhecido como Chicarô, executado dentro de casa, em Pedro Juan Caballero, no dia 7 de agosto deste ano, durante uma disputa por território em Capitán Bado, na divisa de Coronel Sapucaia com Pedro Juan.

Investigações da Polícia Nacional do Paraguai indicam que a morte de Chicarô tenha sido encomandada por US$ 1 milhão. O político estaria ligado ao tráfico internacional de drogas e teria se envolvido numa guerra entre facções rivais em 2019 em Capitán Bado, sua cidade natal.

Mais mortes na fronteira

No último sábado, quatro pessoas foram mortas numa chacina ocorrida em Pedro Juan. Na segunda-feira, seis brasileiros foram presos por suspeita de participação nos assassinatos. Todos decidiram ficar calados perante a Justiça e continuam detidos no Departamento de Investigação Criminal. O crime teria sido motivado por um acerto de contas entre traficantes.

Os suspeitos foram identificados como Hywulysson Foresto; Juares da Silva; Luis Fernando Armando e Silva Simões; Gabriel Veiga de Sousa; Farley José Cisto da Silva Leite Carrijo e Douglas Ribeiro Gomes. O grupo estava em uma casa numa área conhecida como Villa Estefan, em Pedro Juan Caballero. Três veículos que estavam no local também foram apreendidos.

A investigação prelimianar aponta que o alvo dos bandidos seria apenas um dos mortos, identificado como Osmar Alvarez, conhecido como "Bebeto". As demais vítimas foram Haylee Carolina Acevedo Yunis, filha governador de Amambay, Ronald Acevedo; e as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira. Todos saíam de um uma casa de festas da região.

O subcomandante da Polícia Nacional do Paraguai, coronel Gilberto Fleitas, informo ao ABC Color que não há relação da chacina com outros ataques ocorridos na fronteira.

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