Policial civil que matou universitária com tiro na cabeça em Queimados se entrega, mas consegue liberdade

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RIO — A inspetora da Polícia Civil Carla Patrícia Novaes da Silva Melo se apresentou na polícia nesta terça-feira. Ela teve a prisão preventiva decretada pelo juiz do Tribunal do Júri da Comarca de Queimados, que atendeu ao pedido de denúncia pelo assassinato da estudante de Direito e secretaria de autoescola Isadora Calheiros Gomes Pedrosa, de 25 anos. O crime aconteceu no último dia 26 de novembro, em Queimados, na Baixada Fluminense.

Após se apresentar, ela teve o pedido de habeas corpus aceito pela desembargadora de plantão Daniela Brandão Ferreira. Carla Patricia deve se apresentar a cada quinze dias e usar tornozeleira eletrônica. A policial atirou na cabeça de Isadora após uma discussão, meses depois ter descoberto que seu marido manteve uma relação extraconjugal com a vítima, segundo aponta a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Um dia após Carla Patricia ir ao trabalho da estudante numa autoescola, onde não a encontrou, a vítima foi até a casa da agente, onde ocorreu a discussão. De acordo com a denúncia do MPRJ, durante um ano de relacionamento entre Isadora e o marido da policial, ele usou o nome da estudante para abrir uma empresa de proteção veicular. No início deste ano, Carla teria descoberto a traição, o que fez que seu marido terminasse a relação e demitisse a jovem da empresa.

Mãe de dois filhos, um deles ainda em idade de amamentação, a policial civil teve a prisão decretada na última quinta-feira. Na denúncia, consta que o crime foi praticado por motivo torpe e sem chance de defesa para a vítima. Carla Patricia teria recebido Isadora armada. Pouco depois do início da discussão, houve o disparo, que atingiu a estudante na cabeça. Ela chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento, em Queimados, mas não resistiu.

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