Policial é condenada a pagar R$50 mil a ex por acusação falsa de estupro

A policial civil Rafaela Motta foi condenada a pagar indenização de R$50 mil por acusar homem de agressão e estupro. (Foto: Getty Creative)
A policial civil Rafaela Motta foi condenada a pagar indenização de R$50 mil por acusar homem de agressão e estupro. (Foto: Getty Creative)

A policial civil Rafaela Motta Ferreira, 40, terá que pagar R$ 50 mil a um ex-namorado por tê-lo acusado falsamente de agressão e estupro. A agente ficou conhecida nacionalmente depois de ser presa em dezembro de 2021 ao descumprir uma medida restritiva que a impedia de se aproximar de um outro ex-companheiro, que a denunciou por stalking (o ato de monitorar uma pessoa constantemente). As informações são do UOL.

Rafaela foi presa três vezes em 2021 por agredir esse mesmo ex namorado, que conheceu em 2018 através de um aplicativo de relacionamentos.

Já a condenação em questão foi proferida no dia 1 de junho por um caso de 2017 em que a policial invadiu a residência de um homem na região do Guará (DF). Na ocasião, ela estava trajada com as roupas da Polícia Civil e portava uma arma, tendo se ferido para fingir uma suposta agressão.

De acordo com os autos do Ministério Público do Distrito Federal, Rafaela acionou policiais da própria corporação, que foram até o local e levaram o homem para a Delegacia Especializada da Mulher. Após ouvir as alegações da policial, a delegada de plantão manteve o acusado preso, descartando apenas a acusação de estupro, por não haver provas.

De acordo com o ex, a agente então procurou a imprensa para divulgar a denúncia. O MPDFT afirma que ela agiu por vingança porque o acusado, que era delegado da polícia, recusou a ajudá-la em um plano contra o chefe, que foi identificado apenas como Marcos.

A mentira da policial veio à tona, segundo o Uol, após os investigadores fazerem uma perícia na casa do delegado. No local, os agentes encontraram provas plantadas por Rafaela, que acabou assumindo a farsa.

Após o arquivamento do inquérito de agressão, o delegado entrou com um processo solicitando uma indenização por danos morais no valor de R$150 mil. A defesa de Rafaela alegou que os danos ao rapaz foram causados pela mídia que expôs o caso e não pela denúncia da policial. Eles afirmaram ainda que a cliente não acionou a imprensa, o que, em tese, livraria Rafaela da responsabilização pelos efeitos do caso na vida do ex.

A juíza do caso, Natacha R.M Naves Cocota, acabou por decidir no dia 1° de junho pela pagamento da indenização em R$50 mil, além de outros R$5 mil decorrentes de custas processuais e honorários dos advogados do caso.

A policial não foi julgada criminalmente porque após uma avaliação psicológica feita em 2021, ela foi considerada inimputável.

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