Policial faz oração sobre mulher apreendida e diz que ela estava 'endemoniada'; veja vídeo

Um policial militar impôs as mãos sobre a cabeça de uma mulher apreendida após um surto em casa e fez uma oração, na delegacia de Cáceres (MT), enquanto ela se debatia. O subtenente Luiz Damião da Silva Campos alegou que ela estava endemoniada.

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A mulher foi apreendida nessa terça-feira, depois que o marido chamou a polícia, porque ela teria se trancado na casa com uma faca, numa ameaça de suicídio.

Um vídeo gravado na delegacia mostra o policial segurando pelo braço a mulher que estava bastante exaltada e se debatendo. Ele coloca a outra mão sobre a cabeça dela e faz a oração, repetindo: "Vem Espírito Santo, vem meu pai, vem, age. Vem e leve para as trevas todo esse mal, Espírito Santo. Leva embora e me usa, meu pai".

Durante a oração, a mulher, que está algemada, cai no chão e logo se acalma. Ela recobra a consciência e diz: "meu pai amado".

Depois que as imagens começaram a circular, o policial gravou outro vídeo para explicar o que tinha acontecido na delegacia. Ele disse que quando chegou na casa a mulher estava trancada no quarto e que tentou conversar com ela, mas não sem êxito. Por causa disso, arrombou a porta, com autorização do marido dela.

"A mulher estava transtornada, com uma faca. A encaminhamos até o Cisc de Cáceres e, no Cisc, ela ficou endemoniada, como vocês viram no vídeo", afirmou.

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Segundo ele, a mulher foi liberta após a oração. "Ela estava esturrando feito um animal e o Espírito Santo libertou essa mulher", pontuou.

O PM disse que é católico e muito apegado a Deus. "Queria que o Espírito Santo me abençoasse naquele momento e realmente me usasse. Pedi a unção do Espírito Santo, que Jesus me abençoasse. Então fui usado pelo Espírito Santo de Deus e graças a Deus aquele demônio foi se afastando daquela senhora", contou.

O subtenente afirmou ainda que é de costume dos policiais militares do Batalhão onde ele atua sempre fazer orações antes do início do trabalho. "Temos que estar apegados com o Espírito Santo porque a gente não sabe o que pode acontecer (nas ocorrências)".

A Polícia Militar de Mato Grosso informou que houve a necessidade de algemar a mulher porque ela estava agressiva e a oração foi uma atitude espontânea do policial para tentar acalmá-la. A instituição argumentou que ele não agiu com imprudência e que não causou nenhum mal à mulher. No entanto, alegou que não existe orientação aos policiais nesse sentido. A mulher foi liberada pela polícia em seguida.

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