Policial militar é flagrado agredindo mulher com skate em SP

ALFREDO HENRIQUE

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um vídeo feito com celular mostra um policial militar agredindo uma mulher de 45 anos. O filho da vítima, um tatuador de 24 anos, afirmou que também foi atingido. As agressões teriam ocorrido na casa da família das vítimas, na região da Brasilândia (zona norte da capital paulista), em 13 de outubro.  A  Corregedoria da Polícia Militar apura o caso. 

Segundo relatado pela mulher à polícia, ela dormia quando foi despertada, por volta da 1h30, por uma de suas filhas, afirmando que "policiais haviam acabado de invadir a casa". Após se levantar, ela contou que foi até as escadas da residência, quando afirma ter sido atingida por dois golpes de cassetete. 

Imagens feitas por um celular mostram a mulher, ainda na escada, sendo agredida por um PM. O registro mostra o momento em que o policial pega um skate caído no chão e dá ao menos um golpe contra a moradora da casa. Em seguida, o policial percebe que uma pessoa grava a agressão e o registro é interrompido. 

O filho da mulher também afirma ter sido agredido por policiais. Ele foi algemado e levado para um hospital da região e, após isso, ao 72º DP (Vila Penteado). Na delegacia, o rapaz assinou um Termo Circunstanciado de desacato e resistência, sendo liberado em seguida. 

Versão dos PMs De acordo com dois policiais militares, que constam como testemunhas no boletim de ocorrência, a corporação realizava uma operação de combate a bailes funks na região. Os policiais afirmaram que cerca de 4.000 pessoas se concentravam em um "pancadão".

A PM teria tentado dispersar as pessoas que obstruíam a rua, com oito viaturas,  quando afirma ter sido sido alvo de pedras, garrafas e pedaços de pau. Em reação, a polícia diz ter usado cassetetes, bombas de efeito moral e balas de borracha. 

Já na rua onde ocorreram as agressões, os policiais afirmam ter visto uma das pessoas que jogavam objetos entrar na residência onde moram o tatuador e sua mãe. Por conta disso, os PMs foram no local. 

Além da Corregedoria da PM, a Ouvidoria das polícias também acompanha o caso. Não foi informado quais medidas foram tomadas contra o policial que aparece agredindo a mulher com o skate.