Policial que matou Breonna Taylor é avisado que departamento quer demiti-lo

Kanishka Singh
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Manifestante segura quadro com pintura de Breonna Taylor durante protesto em Vancouver, Washington

Por Kanishka Singh

(Reuters) - Um dos policiais da cidade norte-americana de Louisville que matou a tiros a técnica de emergência médica negra Breonna Taylor e o policial que preparou o mandado para a operação malsucedida durante a qual ela foi morta souberam na terça-feira que o departamento pretende demiti-los.

A morte de Taylor, ocorrida quando a polícia entrou em seu apartamento de Louisville, no Kentucky, na manhã de 13 de março, foi uma de várias mortes de afro-norte-americanos que desencadearam protestos em massa pelos Estados Unidos em 2020.

O namorado de Taylor, que estava com ela quando a polícia invadiu sua casa, disparou uma vez contra o que acreditava que fossem intrusos. Três policiais reagiram disparando 32 tiros, seis dos quais atingiram e mataram Taylor.

Os advogados do detetive Myles Cosgrove, um dos policiais que balearam Taylor, e do detetive Joshua Jaynes, que preparou o mandado de busca, disseram em um comunicado citado pelo jornal New York Times que ambos receberam avisos de demissão.

Seu sindicato, a Ordem Fraternal de Polícia de River City, disse estar "ciente de que dois de nossos membros receberam a oportunidade pré-demissão de responder aos avisos hoje, sublinhando a intenção atual do chefe de encerrar sua contratação".

Cosgrove e Jaynes foram transferidos para postos administrativos durante a investigação, noticiou o New York Times.

O Departamento da Polícia Metropolitana de Louisville não comentou ao ser contatado pela Reuters.

(Por Kanishka Singh em Bengaluru)