Policial que matou Leandro Lo foi a prostíbulo e a motel após o crime

Registro de Leandro Lo durante uma competição em São Paulo, em agosto de 2021 (Foto: ILAN PELLENBERG/AFP via Getty Images)
Registro de Leandro Lo durante uma competição em São Paulo, em agosto de 2021 (Foto: ILAN PELLENBERG/AFP via Getty Images)

Depois de atirar e matar o campeão mundial de jiu-jítsu Leandro Lo Pereira, o policial militar Henrique Otávio de Oliveira Veloso esteve em uma outra boate e foi para um motel.

O crime ocorreu na madrugada do último domingo (7) no Clube Sírio, na Zona Sul de São Paulo, após uma discussão entre o esportista e o policial, quando este atirou a queima roupa e fugiu.

A TV Globo teve acesso às imagens das câmeras de segurança que mostram o policial na recepção de uma boate em Moema, a pouco mais de dois quilômetros de onde cometeu o assassinato. Segundo o UOL, se trata do Bahamas, tradicional prostíbulo na capital paulista.

No local, Veloso consumiu, entre outras coisas, uma garrafa de uísque e duas doses de gin, com a comanda totalizando quase R$1,6 mil.

O PM deixou a boate de Moema quase duas horas depois de chegar e foi acompanhado por uma mulher. De acordo com o delegado que investiga o caso, se tratava de uma garota de programa. Os dois foram então para um motel na Zona Oeste da capital, permanecendo pouco mais de 10 horas no local.

Veloso se entregou na corregedoria da Polícia Militar em São Paulo no domingo à noite e foi encaminhado ao presídio Romão Gomes, onde segue detido temporariamente por 30 dias, a pedido do Ministério Público. Ele vai responder por homicídio doloso por motivo fútil.

A missa de sétimo dia da morte de Lo ocorre neste domingo (14).

O caso

De acordo com o relato de amigos que estavam com o lutador na casa de show, Veloso os provocou e pegou uma bebida que estava na mesa deles. Após discutirem, Lo imobilizou o PM no chão de forma a contê-lo. Quando já estava solto, o policial se levantou, deu quatro passos para a frente, e depois se virou, atirando na cabeça de Leandro.

Lo foi socorrido e levado para o Hospital Municipal Arthur Saboya, no Jabaquara, também na Zona Sul, mas teve a morte cerebral confirmada.