Policial suspeito de ligação com traficante é assassinado na fronteira com o Brasil

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Um policial paraguaio suspeito de ligação com um traficante que atuava na fronteira com o Brasil foi assassinado nesta terça-feira em meio a uma onda de crimes na região. O subchefe Pastor Miltos Duarte estava em sua casa no município de Karapaí, a cerca de 160 km de Ponta Porã (MS), quando foi atingido por tiros no tórax.

Segundo o jornal ABC Color, dois homens em uma moto sem placa efetuaram os disparos e fugiram na sequência. Os investigadores acreditam que o crime estaria relacionado com procedimentos de apreensão e destruição de plantações de maconha realizados nas últimas semanas na região.

De acordo com a polícia, Duarte tinha ligação com o político Carlos Rubén Sánchez Garcete, conhecido como "Chicharõ", que foi executado por pistoleiros em agosto deste ano, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com o Mato Grosso do Sul. Garcete era suspeito de tráfico internacional de maconha e chegou a ser relacionado ao grupo criminoso de Fernandinho Beira-Mar, um dos maiores traficantes de armas e drogas da América Latina.

Entre a tarde de sexta e a manhã do último sábado, quatro pessoas foram mortas na fronteira entre Brasil e Paraguai. A primeira vítima foi o vereador Farid Charbell Badaoui Afif (DEM), de 37 anos. Ele foi executado quando andava de bicicleta em Ponta Porã. Horas antes, publicou um vídeo nas redes sociais falando que visitaria algumas repartições na região. Entre as vítimas, também está a filha do governador do departamento de Amambay, no Paraguai.

Na segunda-feira, seis brasileiros foram presos por suspeita de participação nos assassinatos. Todos decidiram ficar calados perante a Justiça e continuam detidos no Departamento de Investigação Criminal. O crime teria sido motivado por um acerto de contas entre traficantes.

Os suspeitos foram identificados como Hywulysson Foresto; Juares da Silva; Luis Fernando Armando e Silva Simões; Gabriel Veiga de Sousa; Farley José Cisto da Silva Leite Carrijo e Douglas Ribeiro Gomes. O grupo estava em uma casa numa área conhecida como Villa Estefan, em Pedro Juan Caballero. Três veículos que estavam no local também foram apreendidos.

A investigação prelimianar aponta que o alvo dos bandidos seria apenas um dos mortos, identificado como Osmar Alvarez, conhecido como "Bebeto". As demais vítimas foram Haylee Carolina Acevedo Yunis, filha governador de Amambay, Ronald Acevedo, e as brasileiras Kaline Reinoso de Oliveira e Rhamye Jamilly Borges de Oliveira. Todos saíam de um uma casa de festas da região.

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