Políticos cobram no STF divulgação de vídeo de reunião ministerial em que Bolsonaro defende troca na PF

Ana Paula Ramos
·2 minuto de leitura
Reunião ministerial do dia 22 de abril (Foto: Marcos Corrêa/PR)
Reunião ministerial do dia 22 de abril (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Parlamentares e partidos entraram com ação no Supremo Tribunal Federal para que seja divulgada a íntegra do conteúdo da gravação da reunião de ministros em que o presidente Jair Bolsonaro admite que quer interferir na Polícia Federal para proteger familiares.

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"É imperiosa a divulgação na íntegra do citado vídeo o mais rápido possível, a fim de que a sociedade possa livremente deliberar sobre os fatos ali expostos”, afirma o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de um dos pedidos.

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A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA) defende que é um direito da sociedade saber o que realmente foi dito na reunião.

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"O presidente está sob suspeição até que se apure o caso. Se forem verdade as acusações de que Bolsonaro teria cobrado a troca na Polícia Federal no Rio para proteger seus familiares, o presidente cometeu crime e deverá ser punido”, disse.

O vídeo foi exibido, nesta terça-feira (12), na Polícia Federal. Na reunião do conselho de ministros do último dia 22 de abril, o presidente defendeu trocas no comando da PF do Rio para evitar que familiares e amigos seus fossem “prejudicados” por investigações em curso.

Ao falar com jornalistas agora há pouco em frente ao Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro disse que a gravação da reunião ministerial deveria ter sido “destruída”.

“A fita era para ser, inclusive, destruída. Após aproveitar algumas imagens para a divulgação. Não sei por que não foi”.

O cartão de gravação foi formatado, o que levou o ministro do STF Celso de Mello a cobrar a entrega do vídeo, sob ameaça de decretar busca e apreensão no Planalto. A Assessoria Especial da Presidência havia feito o backup.

A exibição do vídeo já gerou mudanças no Planalto. Bolsonaro também informou que a reunião ministerial que aconteceu hoje não foi gravada.

“Não creio que nada mais surpreenda a República acostumada com manifestações impróprias do presidente e de alguns de seus ministros. O escândalo já ganhou ar de normalidade, infelizmente”, afirmou o senador Major Olímpio (PSL-SP), que também defende a divulgação do vídeo.

O PT e o PSOL adiantaram que estudam também apresentar novo pedido de impeachment contra Bolsonaro com base no vídeo da reunião ministerial.

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