Políticos repudiam declaração de Bolsonaro sobre Covas: ‘vil’, ‘covarde’ e ‘pequeno’

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Filho de Bruno Covas, Tomás relata últimos momentos com o pai: “Ele foi muito guerreiro”. Foto: Reprodução
Filho de Bruno Covas, Tomás relata últimos momentos com o pai: “Ele foi muito guerreiro”. Foto: Reprodução
  • Presidente desrespeitou prefeito em fala, que morreu em maio

  • Ele fez menção a ida de Covas com filho a partida de futebol na pandemia

  • Prefeito, que queria momento com filho, faleceu meses depois por complicações do câncer

Após fala do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o prefeito de São Paulo Bruno Covas, que faleceu em maio por complicações de um câncer, políticos expressaram solidariedade à família do paulistano e repudiaram o posicionamento do presidente.

Alguns dos adjetivos usados para descrever Bolsonaro foram “covarde, “desumano”, “cruel” e “vil”.

A fala foi proferida na última segunda-feira (2) para apoiadores na porta do Palácio do Planalto: “O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai assistir a Palmeiras e Santos no Maracanã”. Em janeiro deste ano, o então prefeito de São Paulo foi ao Rio de Janeiro assistir à partida da final da Copa Libertadores, entre Santos e Palmeiras, no estádio do Maracanã, com Tomás, seu filho.

Poucos meses depois, Covas faleceu após 14 dias de internação.

Na época, o prefeito foi criticado nas redes sociais por ir ao jogo em meio à pandemia. Ele respondeu com uma postagem.

"Respeitamos todas as normas de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias do RJ. Mas a lacração da Internet resolveu pegar pesado. Depois de tantas incertezas sobre a vida, a felicidade de levar o filho ao estádio tomou uma proporção diferente para mim. Ir ao jogo é direito meu. É usufruir de um pequeno prazer da vida. Mas a hipocrisia generalizada que virou nossa sociedade resolveu me julgar como se eu tivesse feito algo ilegal."

Em nota, Fernando Alfredo, presidente do Diretório Municipal do PSDB-SP, condenou a fala de Bolsonaro sobre o colega de sigla: “por seu exemplo seguiremos lutando pela vida, contra a política do ódio."

"Para todo ato de covardia, resistiremos com a coragem de um povo que não foge à luta. Por Bruno Covas. Pela democracia. Por um Brasil livre da estupidez."

Além dele, outros políticos e personalidades também se posicionaram.

João Doria (PSDB), governador de São Paulo, escreveu: "A desumanidade de Bolsonaro, agredindo de forma covarde Bruno Covas, só demonstra ainda mais sua falta de respeito pelos vivos e pela memória dos mortos."

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Já seu vice-governador, Rodrigo Garcia (PSDB), disse: "A luta que o Bruno Covas travou contra o câncer é um exemplo pra todos nós. Zombar da morte e da dor de qualquer pessoa é desumano e cruel."

O próprio PSDB soltou uma nota, em que afirma: "Bolsonaro não respeita os vivos, os mortos, as instituições, a democracia, o bom senso. Agora ataca até a memória de Bruno Covas, prefeito eleito por milhões de paulistanos."

O presidente da Ordem Brasileira dos Advogados (OAB), Felipe Santa Cruz, declarou: "Digo há muito tempo que Jair Bolsonaro é acima de tudo um covarde. A predileção pelo ataque aos mortos - como no caso do meu pai e agora com Bruno Covas - demonstra a extensão da sua falta de caráter e covardia. Minha solidariedade ao filho do Prefeito Bruno Covas."

Já o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), disse: “"O desrespeito com a memória de Bruno Covas escancara, de maneira lamentável, a crueldade do presidente e o seu desprezo pela vida e pelo ser humano”.

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), afirmou: "Minha solidariedade à família e aos amigos desse grande brasileiro e colega Prefeito de São Paulo Bruno Covas. Sua memória não será atingida por atos desse nível!"

Também do Rio de Janeiro, o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL), escreveu: "Quero manifestar minha solidariedade à família do Bruno Covas, que ao contrário de Bolsonaro sempre foi um homem digno. As ofensas grotescas do presidente jamais estarão à altura da memória do Bruno."

Por fim, o senador Randolfe Rodrigues (Rede Sustentabilidade-AP), que é relator da CPI da Covid, declarou: "Bolsonaro é pequeno. É minúsculo. Não é digno da cadeira que ocupa, nunca será! Manifesto minha solidariedade à família do Bruno Covas. Bruno não merece ter seu nome e sua memória atacada por gente tão vil e sem empatia."

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