Pompeo cancela última viagem internacional em meio à ameça do impeachment de Trump

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O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, chega para falar no National Press Club em Washington, DC, em 12 de janeiro de 2021. O Departamento de Estado do governo norte-americano confirmou hoje o cancelamento da viagem programada de Pompeo para a Europa.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, cancelou nesta terça-feira (12) sua última viagem internacional programada para esta semana enquanto o presidente Donald Trump enfrenta a ameaça de um segundo processo de impeachment, a oito dias de deixar o cargo.

O Departamento de Estado informou que Pompeo, um dos membros do gabinete mais leais a Trump, não viajará mais para a Bélgica na quarta-feira para comparecer a um "processo de transição tranquilo e ordenado" com o gabinete do sucessor democrata, Joe Biden.

"Cancelaremos todas as viagens previstas para esta semana, incluindo a viagem do secretário à Europa", informou em um comunicado.

Pompeo tinha previsto viajar para Bruxelas na quarta-feira e se reunir na quinta com sua homóloga belga, Sophie Wilmes, e com o secretário-geral da OTAN, Jens Stoltenberg, para "ressaltar a importância duradoura da parceria transatlântica", muitas vezes abalada por Trump nos últimos quatro anos.

A viagem havia sido anunciada na segunda-feira.

Mas a saída do país coincidiria com a provável votação na quarta-feira, na Câmara dos Representantes controlada pelos democratas, de uma segunda acusação contra Trump por "incitar a violência" que resultou no incidente do Capitólio na semana passada.

O cancelamento da viagem acontece quando, por outro lado, os democratas pressionam o vice-presidente, Mike Pence, para que invoque a 25ª emenda da Constituição e retire Trump do poder, por considerar que este não está apto para governar depois de encorajar o tumulto na sede do Congresso por seus apoiadores para tentar impedir o reconhecimento oficial da vitória eleitoral de Biden.

Pompeo, que depois das eleições de 3 de novembro sugeriu que Trump permaneceria na Casa Branca para um segundo mandato, condenou a violência, mas nunca se distanciou do presidente, indo no sentido contrário do de muitos republicanos.

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