Pompeo diz que lei contra opositores da Nicarágua ameaça eleições de 2021

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Foto de 15 de outubro de 2020 do Congresso em Manágua

O chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, afirmou nesta quinta-feira (24) que a lei contra opositores que entrou em vigor esta semana na Nicarágua ameaça as eleições de 2021 no país.

Pompeo disse que com a aprovação da lei, o governo de Daniel Ortega "se isola ainda mais na região" com uma medida que vai contra a participação de nicaraguenses nas eleições.

"A implementação vai dificultar ainda mais as instituições democráticas e os processos, proibindo personalidades da oposição a se apresentar, o que ameaça transformar as eleições de 2021 em algo que seja só nominalmente uma eleição", afirmou o secretário de Estado em um comunicado.

A polêmica lei, denominada de "defesa dos direitos do povo à independência, soberania e autodeterminação para a paz", foi publicada no diário oficial da Nicarágua nesta terça.

A norma, que foi promovida pelo governo, propõe que "aqueles que demandarem, exaltarem e aplaudirem a imposição de sanções contra o Estado da Nicarágua" não poderão se candidatar a cargos eletivos.

Além disso, serão considerados "traidores da pátria" e poderão ser processados criminalmente.

"Os Estados Unidos não vão tolerar estas ameaças à democracia da Nicarágua, nem vão tolerar a opressão do povo", afirmou Pompeo, lembrando que os Estados Unidos tomaram ações extensas para sancionar o entorno de Ortega, as mais recentes adotadas esta semana.

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