Pompeo se reúne com os chanceleres da Armênia e do Azerbaijão

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O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante cerimônia de naturalização no Departamento de Estado, em Washington, 22 de outubro de 2020
O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, durante cerimônia de naturalização no Departamento de Estado, em Washington, 22 de outubro de 2020

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Mike Pompeo, se reuniu nesta sexta-feira (23) com seus pares da Armênia e do Azerbaijão, porém, não houve sinais de avanços para o fim das hostilidades na instável região de Nagorno Karabakh.

Pompeo apertou a mão e trocou cumprimentos, mas não fez mais comentários em suas respectivas reuniões no Departamento de Estado com o ministro das Relações Exteriores do Azerbaijão, Jeyhun Bayramov, e da Armênia, Zohrab Mnatsakanyan.

Os dois chanceleres haviam descartado uma reunião trilateral em Washington e Bayramov foi visto saindo um pouco antes da chegada de Mnatsakanyan.

Pompeo "ressaltou a necessidade de acabar com a violência e proteger os civis", informou o Departamento de Estado. 

Ele também reiterou a posição dos Estados Unidos de que o conflito deve ser resolvido com base nos princípios de "não uso ou ameaça de força, da integridade territorial, dos direitos iguais e da autodeterminação dos povos".

Bayramov declarou ter dito a Pompeo que a "Armênia deve terminar a ocupação" de Nagorno Karabakh, uma região montanhosa reconhecida internacionalmente como parte do Azerbaijão e que está sob o controle de separatistas armênios apoiados por Yerevan.

"Estamos comprometidos em encontrar uma solução política para o conflito e retomar rapidamente as conversas necessárias", declarou, após conversar com Pompeo.

"A Armênia deve parar de evitar negociações significativas e optar pela paz duradoura", declarou.

No entanto, a Armênia afirma que o agressor é o Azerbaijão, a quem acusa de atacar intencionalmente lugares civis. 

Mnatsakanyan disse a Pompeo que "esta agressão do lado do Azerbaijão ocorre com o envolvimento direto da Turquia, que se expressa por meio de apoio direto militar e técnico e da importação de terroristas militares da região". 

Pequenos grupos de manifestantes rivais que apoiavam a Armênia e o Azerbaijão entraram em conflito com gritos e cartazes nos portões do Departamento de Estado, enquanto um funcionário da segurança diplomática manteve-se afastado. 

Antes das negociações, Pompeo queria conter as expectativas de êxito, lembrando que os cessar-fogo anteriores não foram respeitados. 

Entre as duas ex-repúblicas soviéticas, a Rússia tem estado em primeiro lugar na diplomacia.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou na última quinta-feira que o número de mortos se aproxima de 5.000, no pior momento em Nagorno Karabakh em mais de duas décadas. 

Os Estados Unidos foram oficialmente neutros e co-presidem o chamado grupo de Minsk junto à França e Rússia, ainda que recentemente Pompeo tenha qualificado as ações da Armênia como defensivas e também criticado o envolvimento da Turquia, um forte aliado do Azerbaijão. 

Nagorno Karabakh é um território povoado majoritariamente por armênios que se separou do Azerbaijão depois de uma guerra que causou 30 mil mortes nos anos 1990. Desde então, Baku acusa Yerevan de ocupar seu território e de terem incentivado surtos frequentes de violência.

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