Ponte Rio-Niterói não sofreu abalo na estrutura, aponta vistoria

Após a colisão do navio São Luiz com a Ponte Rio-Niterói no fim da tarde desta segunda-feira, foi concluído o reparo no guarda-corpo da via no início desta manhã, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Também foi feita vistoria pela equipe de engenheiros da Ecoponte, concessionária que administra a via, para analisar se houve danos na parte inferior da estrutura. Os técnicos concluíram que não houve abalo. Segundo a Ecoponte, o trânsito está liberado em todas as faixas no sentido Niterói, enquanto, às 10h, no sentido Rio mais uma pista foi liberada, totalizando três das quatro.

Na volta do feriadão, a expectativa é de que entre terça e quarta-feira cerca de 136,2 mil veículos devem passar pela ponte em direção ao Rio, e no sentido Niterói, o fluxo previsto é de 121,9 mil veículos, isto é, cerca de 250 mil no trecho, segundo a Ecoponte. A estimativa não foi atualizada depois do acidente.

Na noite desta segunda-feira, a ponte chegou a ficar fechada nos dois sentidos por cerca de três horas. Em seguida, aós análise técnica preliminar, foram liberadas todas as pistas no sentido Niterói e apenas duas das quatro no sentido Rio. Nesta terça-feira, às 10h, após reparo no guarda-corpo, mais uma pista foi liberada ao trânsito. A expectativa é que o último trecho interditado seja aberto até o meio-dia. A volta para casa do feriadão não deve sofrer os efeitos do acidente.

O graneleiro São Luiz estava ancorado próximo à Ponte Rio-Niterói desde 7 de abril de 2016. A embarcação tem 200 metros de extensão e 30 metros de largura. No fim da tarde desta segunda-feira, a âncora que pesa 7,5 toneladas não resistiu ao forte vento que atingiu a cidade e ele acabou sendo jogado contra a ponte. Em 2018, uma matéria do GLOBO já alertava sobre o navio e seu destino incerto.

O navio foi levado por rebocadores para outro ponta da Baía de Guanabara.