Por caminhoneiros, Bolsonaro diz pressionar Paulo Guedes por R$ 5 bilhões para obras de Tarcísio

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 10.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministros Paulo Guedes (Economia). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 10.06.2021 - O presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministros Paulo Guedes (Economia). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira (7) que tem pressionado o ministro da Economia, Paulo Guedes, para que libere R$ 5 bilhões para o Ministério da Infraestrutura para obras em benefício dos caminhoneiros.

"A malha rodoviária do Brasil, nós sabemos que não está bem. Eu estou em cima do Paulo Guedes para arranjar, a pedido do Tarcísio [de Freitas, ministro da Infraestrutura], né, por volta de R$ 5 bilhões, que é muito pouco perto do total do Orçamento, para a gente fazer a manutenção da malha federal pelo Brasil", afirmou Bolsonaro em entrevista à Rádio Guaíba, do Rio Grande do Sul.

Em seguida, o presidente disse que sua intenção é agradar os caminhoneiros, categoria que o ajudou a se eleger em 2018 e que exerce constante pressão sobre o governo. "A vantagem disso daí é que você diminui o custo para o caminhoneiro. É menos peça de reposição, menos pneu estourado, mais agilidade no transporte da carga e todo mundo ganha com isso", disse Bolsonaro.

O presidente afirmou que o Orçamento é "complicado" por causa do teto de gastos. "E este teto, né, é responsabilidade minha e do Paulo Guedes que tem que ser mantido", disse Bolsonaro.

Durante a entrevista, Jair Bolsonaro declarou que rotineiramente é preciso remanejar recursos de outras pastas para atender as necessidades do Ministério da Infraestrutura.

"Agora, esperamos que a gente consiga... A cada 14 dias nós temos uma reunião da Junta Especial de Orçamento aqui em Brasília para a gente tratar desses assuntos, que muitas vezes a gente é obrigado a tirar de outro ministério para botar no ministério do Tarcísio."

Bolsonaro também abordou na conversa com debatedores simpáticos a ele o novo aumento nos preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha, que subirão 6,3%, 3,7% e 5,9%, respectivamente.

Foi o primeiro aumento nos preços da gasolina e diesel da gestão Joaquim Silva e Luna, que assumiu a Petrobras no dia 19 de abril após conturbada troca de comando na estatal. A alta refere-se aos preços de refinaria e o repasse ao consumidor depende de políticas comerciais de postos e distribuidoras.

"Aumentou no dia de ontem. Pouca coisa, mas aumentou", disse Bolsonaro.

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