Por causa do coronavírus, escolas fazem mudanças nas aulas de educação física

O Globo
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RIO — As regras de distanciamento necessárias para evitar a Covid-19 se tornaram um desafio nas escolas, principalmente no caso das aulas de educação física, nas quais os alunos costumam ter contato próximo durante a realização das atividades propostas. Na volta ao regime presencial, tem sido preciso adaptar a metodologia sem que haja perdas no aprendizado e no condicionamento dos alunos.

No Colégio Inovar Veiga de Almeida, uma das soluções foi solicitar que cada aluno leve para a aula a sua própria bola, a fim de evitar o toque de outras pessoas no objeto. Em vez de jogos, trabalham-se os fundamentos de cada esporte. O treino do toque do vôlei, por exemplo, antes realizado entre os estudantes, agora é feito na parede. A máscara é sempre obrigatória, sendo dispensada somente na natação.

— O contato físico faz falta, porque eles não podem vivenciar a dinâmica dos jogos, mas trabalhamos mais os fundamentos, para aperfeiçoar os movimentos de cada aluno e suas habilidades específicas, o que traz outros ganhos e ajuda a desenvolver a concentração. O jogo também ensina a se relacionar, liderar e ter espírito de equipe, e buscamos trabalhar isso de maneira diferente: fazendo com que um aluno precise do outro, mas sem contato físico — diz a diretora pedagógica, Luinha Magaldi.

Ela explica que, depois do isolamento, os alunos precisavam voltar a correr e desenvolver sua coordenação motora, o que tem sido feito nos 180 mil metros quadrados de área verde da escola. Neste espaço, também têm sido propostas atividades funcionais que trabalham força, flexibilidade e equilíbrio:

— Em março, quando iniciamos as aulas virtuais, os professores gravavam vídeos e lançavam desafios para os alunos fazerem, filmarem e nos enviarem. Propusemos atividades que podiam ser feitas em casa, como deslocamento lateral, polichinelo, abdominal. O aluno que optar por não voltar para a escola neste momento vai continuar esse trabalho. Eles gostaram muito dos desafios, tanto que também os estamos aplicando no presencial.

No Marista São José, os esportes foram substituídos temporariamente por atividades lúdicas e outros tipos de jogos.

— Fizemos um planejamento para trabalhar os movimentos coordenativos nas diferentes faixas etárias. A aula presencial vai ser parecida com a virtual, na qual buscamos fazer com que os alunos movimentem o corpo. Pedimos para eles pularem corda, trabalhamos com músicas e histórias e propomos jogos a partir de temas como mídia social e transtornos alimentares — detalha Carlos Eduardo de Lima Justino, coordenador do Serviço de Escolinhas e Treinamento Esportivo do Marista.

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