Por conta da pandemia, eleição no Senado apresenta lentidão

RENATO MACHADO E THIAGO RESENDE
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BRASÍLIA, DF, 01.02.2021 – ELEIÇÕES-SENADO-DF: Sessão plenária do Senado Federal para eleição do novo presidente da casa para o próximo biênio, em Brasília, nesta segunda-feira (1). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 01.02.2021 – ELEIÇÕES-SENADO-DF: Sessão plenária do Senado Federal para eleição do novo presidente da casa para o próximo biênio, em Brasília, nesta segunda-feira (1). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Por conta dos protocolos adotados para evitar a propagação do novo coronavírus, a eleição para a presidência do Senado segue com certa lentidão.

O rito para a votação é o mesmo dos outros anos, com os senadores sendo chamados um a um, por ordem da data de fundação do estado e a idade dos senadores –primeiro os mais velhos. No entanto, parte das urnas foi colocada fora do plenário, para evitar aglomeração. Uma delas, por exemplo, foi colocada na chapelaria –a entrada subterrânea do Congresso– para que parlamentares do grupo de risco não precisem entrar no prédio.

O presidente Davi Alcolumbre (DEM-AP) afirmou que 16 senadores irão votar nesse local, no formato drive-thru. Os parlamentares vão chegar em seus veículos, preencher e depositar a cédula, saindo em seguida, sem entrar no plenário.

A eleição também não vai contar com pelo menos três votos de parlamentares. Dois senadores justificaram a ausência por conta de problemas de saúde: Jaques Wagner (PT-BA) e Jarbas Vasconcelos (MDB-PE). Além disso, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR) está licenciado de seu mandato, após ser flagrado com dinheiro em sua cueca.

Após a votação, caberia ao presidente eleito decidir se realizaria no mesmo dia uma nova sessão para a escolha dos demais ocupantes da Mesa Diretora. Alcolumbre, no entanto, já havia adiantado que esse processo ficaria para terça-feira (2).

Um dos motivos é que ainda há impasses para a definição das bancadas. Antes da sessão, o MDB realizou reunião para decidir a ocupação dos cargos a que o partido teria direito –a primeira vice-presidência sendo a principal. Membros da bancada afirmam que a maior parte dos candidatos ao cargo retiraram seus nomes, abrindo caminho para a escolha de Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), retiraram seus nomes.