Por coronavírus, festa do Ano Novo Chinês sofre mudanças em São Paulo

Henrique Gomes Batista
Celebração do Ano Novo Chinês costuma ter diversos shows com músicas e danças acrabáticas. Na imagem, comemoração em 2010.

SÃO PAULO — Por conta do temor do coronavírus, os organizadores da festa do Ano Novo Chinês, que ocorrerá neste fim de semana no bairro oriental da Liberdade, sofrerá alterações. Além de pedir para que quem retornou da China nos últimos 30 dias não participe do evento, não haverá mais apresentações culturais com crianças ou idosos.

A Associação de Amizade Brasil China, que organiza o evento, que comemora o início do ano do rato, recomenda que “ aos membros da comunidade que estiveram na China e retornaram nos últimos trinta dias, que permaneçam em quarentena voluntária” e decide suspender “as apresentações de manifestações culturais onde se apresentariam crianças ou idosos da comunidade”.

A nota informa ainda que serão mantidas as apresentações de academias marciais brasileiras, desde que mestre e aprendizes, brasileiros ou chineses, não tenham tido contato com viajantes do país asiático no último mês. A organização afirma que as apresentações que forem suspensas serão substituídas por outras. Toda a festa, contudo, será realizada neste sábado e domingo, das 10h às 20h, na Liberdade.

Além disso, o Instituto Sociocultural Brasil China (Ibrachina) lançou o “Observatório do Coronavírus”, com o objetivo de dar informação de qualidade e combater os boatos e fake news sobre a doença. O objetivo do instituto é apenas difundir informações de fontes oficiais como o o Xinhua News e o Ministério da Saúde para a população, em especial para a comunidade chinesa de São Paulo, que reúne cerca de 350 mil pessoas. As informações estarão na página da entidade.