Por interesse econômico, Europa observa conflito na Ucrânia

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Crise começou com o aumento da presença russa junto a fronteira ucraniana. Países europeus e EUA temem uma anexação de territórios pela Rússia. (REUTERS/Alexander Ermochenko)
Crise começou com o aumento da presença russa junto a fronteira ucraniana. Países europeus e EUA temem uma anexação de territórios pela Rússia. (REUTERS/Alexander Ermochenko)
  • Movimentação russa na região pode trazer impactos negativos a economia;

  • Cenários preveem retaliação a lá 'Guerra Fria' ou possibilidade de conflito armado;

  • Mesmo a distância, EUA acompanha presença russa com o envio de tropas da Otan.

A Rússia é o principal fornecedor de gás para a Europa Ocidental. É possível ver a grande presença dos russos na energia europeia em jogos de futebol, por exemplo. Em jogos da Champions League é possível ver anúncios da empresa Gazprom.

Mas para além da publicidade, a Gazprom é a maior empresa de energia do mundo e a maior exportadora de gás natural do planeta. E aqui está a preocupação do continente europeu. Caso um conflito na Ucrânia, caminho dos gasodutos russos, comece; a energia de boa parte da Europa estará em perigo.

Essa relação já passou por situações mais delicadas. Desde a Guerra Fria a Rússia exporta gás natural para os países europeus. O negócio é muito rentável para a Rússia, pois deixa o país com vantagens econômica e políticas sobre seus vizinhos.

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No entanto, os Estados Unidos não estão preocupados com isso. Nos últimos meses Washington acompanha incursões russas sobre território ucraniano e ameaça responder de forma bélica caso a Rússia invada a Ucrânia. Veja a baixo o que pode acontecer caso uma pequena 'Guerra Fria' se instale na região ou os países partam para o conflito armado:

O sistema bancário russo pode ser desligado do sistema internacional de transações o que pode fomentar a pressão interna dos bancos e da população por não poder fazer compras e vendas em dólar e euros, por exemplo.

Como dito, quem tem maior peso de barganha é a Rússia. Moscou pode interromper o fornecimento de gás a Europa, o que pode ocasionar um aumento do preço da energia europeia por conta da diminuição da oferta.

Outro cenário possível é a própria Ucrânia interromper o fluxo de gás para a Europa Ocidental. Isso seria possível caso houvesse algum dano físico a tubulação, pois o país não tem controle sobre a gestão dos dutos.

Independente da decisão das próximas semanas, a Rússia está em vantagem sobre os países europeus enquanto os Estados Unidos monitoram tudo a distância com o apoio das forças militares da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Com informações de Bloomberg e InfoMoney.

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