Por meio de DNA, pesquisadores acreditam poder prever tempo de vida restante



Em pesquisas realizadas há alguns anos, cientistas concluíram que mudanças específicas em nosso DNA podem ser usadas para prever nossa idade. Com base nessa descoberta, pesquisadores descobriram que a diferença entre essa idade estimada e a nossa real idade pode ser utilizada para prever nosso tempo de vida.

A base utilizada pelos cientistas é de metilação do DNA. O que se sabe é que a metilação muda com o passar do tempo e é influenciada por fatores externos como estresse, alcoolismo e tabagismo. As pesquisas com o DNA, então, apontaram que se uma pessoa tiver sua idade estimada maior do que a idade cronológica, ela terá menos tempo de vida do que uma pessoa que tenha as duas iguais.

A pesquisa realizada pela Universidade de Edimburgo, na Escócia, mostra que se a idade de metilação do DNA for cinco anos mais elevada que a idade cronológica, há um risco 21% mais elevado de mortalidade por qualquer que seja a causa. Essa taxa não leva em conta fatores externos.

Publicada na Genome Biology, essa pesquisa escocesa, agora, servirá de base para que outras aprofundem o tema. Com isso, acreditam cientistas, será possível medir o tempo de vida de uma pessoa.