Por quanto tempo é possível segurar a respiração e quais os benefícios de controlá-la?

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Embora os pulmões tenham capacidade para armazenar cerca de quatro minutos de oxigênio, sem o devido treinamento, o corpo humano provavelmente não resistirá e respirar vai ser inevitável perto da marca de um minuto. Esse momento é chamado de “ponto de interrupção” por pesquisadores. A ciência rejeita diversas teorias sobre porque esse ponto de ruptura acontece. Sabe-se que o diafragma sinaliza para que o corpo respire.

Para praticar esportes como a apnéia, por exemplo, é preciso driblar essas regras do organismo humano, já que trata-se de um tipo de mergulho em que o esportista não utiliza aparatos para respirar, ou seja, submerge apenas com o ar dos pulmões por elevadas profundidades e tempos relativamente longos. O esporte exige treinamento técnico, físico e psicologico para qualquer das modalidades que se dividem entre estática, dinâmica e de profundidade.

Para manter a respiração por mais tempo os atletas precisam estar relaxados, motivados e distraídos. Mas existem medidas mais técnicas utilizadas por alguns mergulhadores, como hiperventilação e inalação de alta concentração de oxigênio. No entanto, parte das competições não aceitam esse tipo de prática.

Até hoje, apenas um mergulhador conseguiu ultrapassar a marca dos 20 minutos. Em 2012 o dinamarquês Stig Severinsen, de 42 anos, entrou para o Guinness Book após ficar 22 minutos debaixo d’água durante competição na China.

Respire fundo

Estudo de universidade de Illinois indica que o ritmo da respiração é capaz de afetar a atividade cerebral, especialmente julgamentos emocionais e memória. Não é à toa que a respiração acelera quando estamos com medo, por exemplo.

A explicação dada pelo estudo é que inalar com mais freqüência durante um estado de pânico pode realmente ser a forma do corpo encontrar mais rapidamente resposta do cérebro para ameaças potenciais. Desacelerar o tempo de inspiração e respiração para cinco vezes por minuto pode ajudar a controlar a ansiedade.

Paralelo a isso, estudo da universidade de Harvard indica que a respiração profunda, conhecida pelos nomes de respiração diafragmática ou abdominal é capaz de desacelerar as batidas do coração e estabilizar a pressão do sangue.

Mas o mesmo estudo indica que a prática, embora natural, não é tão praticada devido ao hábito comum, normalmente por vaidade, de encolher a barriga. Dessa forma a respiração passa a ser superficial, o que limita a amplitude de movimento do diafragma. A parte mais baixa dos pulmões não recebe uma parte completa do ar oxigenado, o que pode causar, além de falta de ar, ansiedade.

Por Gislene Trindade