Por que 20% das pessoas não têm ressaca?

Muitas pessoas que consomem bebida alcoólica, temem o aparecimento de alguns sintomas, como dor de cabeça, náuseas e vômitos, na manhã seguinte. Mas, segundo pesquisas, cerca de 20% das pessoas não têm com o que se preocupar, porque são biologicamente programadas para serem menos afetadas pela ressaca.

Essa parcela da população não precisa se preocupar em beber a mesma bebida durante a noite, ou consumir mais água para evitar o mal-estar. As pesquisas apontam que mutações em três genes determinam a intensidade dos efeitos após a ingestão de álcool.

O primeiro deles é o CYP2E1, responsável por determinar como o corpo irá decompor o álcool. Alterações nesse gene podem aumentar a velocidade com que o organismo metaboliza o álcool. O resultado é a remoção mais rápida da substância do corpo, reduzindo o do tempo de ressaca.

Já o ADH1B regula como o corpo converte o álcool em acetaldeído — é liberado na ingestão do álcool. Esse subproduto acumula-se no fígado e causa dores de cabeça e náuseas.

Por último, o gene ALDH2 influencia em como o organismo irá codificar a enzima ALDH.

Qualquer alteração entre esses genes interferem na ressaca. A combinação pode até mesmo fazer com que alguém não tenha nada no dia seguinte ou sinta os efeitos de forma leve.

Após análise de outras pesquisas sobre o tema, o estudo apontou também que a ressaca também se deve a hereditariedade e a fatore externos, como a rapidez com que uma pessoa bebe ou se também come enquanto isso. Não importa o quanto alguém beba, metade da ressaca no dia seguinte é determinada pela genética.