Por que a crise energética da China pode afetar alimentos no Brasil

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A combine harvester crops soybeans in a field at Salto do Jacui, in Rio Grande do Sul, Brazil, on April 7, 2021. - Rio Grande do Sul is the third-largest state producer of grain in the country, which is the world's largest producer of soy. According to the Ministry of Agriculture, production should reach a new record, estimated at 135.5 million tons, approximately 8.6% more tons than the 2019/20 harvest. (Photo by SILVIO AVILA / AFP) (Photo by SILVIO AVILA/AFP via Getty Images)
O papel dos fertilizantes químicos se deve ao fato de que funcionam como um tipo de adubo (Getty Images)
  • Crise energética pode levar a falta de fertilizantes e agrotóxicos e impactar safras futuras;

  • Brasil importa 76% dos ingredientes de fertilizantes e agrotóxicos, o que pode prejudicar produção;

  • Aumento de custo da produção do campo pode gerar escassez na safra 2022/23;

Os produtores brasileiros estão com dificuldades para encontrar fertilizantes e agrotóxicos no mercado, graças à crises energéticas em países fornecedores de matéria-prima para esses produtos, como China, Rússia e Índia, além de problemas logísticos por causa da falta de contêineres e navios estão entre as principais causas. Segundo o portal G1, os maiores impactos não serão sentidos de imediato, mas podem afetar as próximas safras.

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O papel dos fertilizantes químicos se deve ao fato de que funcionam como um tipo de adubo, usado para preparar e estimular a terra para o plantio. Os agrotóxicos, também conhecidos como pesticidas e defensivos, são usados para proteger as plantações de pragas e animais, e os recordes de produtos aprovados ano a ano pelo governo federal têm sido alvo de críticas de ambientalistas.

Ao todo, o Brasil importa 76% matéria-prima para esses produtos. Destes, 32% vêm da China.

O fósforo é um dos principais elementos para fertilizantes, enquanto o glifosato tem um papel importante na produção de agrotóxicos, sendo o agrotóxico mais vendido no mundo. Além disso o reflexo da economia chinesa é sentido pelo aumento do preço da eletricidade no país, da tentativa de mudança de sua matriz energética, da seca das hidrelétricas, além da desaceleração da produção industrial da China durante a pandemia.

Outros países exportadores, como a Índia, anunciaram que os seus estoques de carvão das usinas geradoras de eletricidade estão “perigosamente baixos”, podendo resultar em até 6 meses de crise energética. A Rússia, por sua vez, para garantir abastecimento interno, aumentou os impostos de exportação e limitou a quantidade de envios ao Brasil. 

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