Por que a Greta Thunberg foi presa? Entenda

Ainda não se sabe o que acontecerá com a ativista ambiental e o grupo detido

Greta Thunberg (Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay)
Greta Thunberg (Foto: REUTERS/Wolfgang Rattay)

A ativista climática Greta Thunberg, de 20 anos, foi presa nesta terça-feira (17). Ela e outros ambientalistas participavam de um protesto contra a demolição de uma vila carbonífera localizada perto da cidade de Luetzerath, na Alemanha.

Por que os ativistas estavam protestando? Eles querem impedir a expansão de uma mina de carvão a céu aberto. A empresa de energia RWE tem permissão do governo para expandir a mina e “garantir” a demanda energética do país, que foi prejudicada pela crise de abastecimento por conta da guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Na avaliação do grupo, o funcionamento daquela que será uma das maiores minas da Europa vai representar uma "enorme emissão de gases de efeito de estufa". Thunberg estava estava participando do protesto desde a última sexta-feira (13).

Entenda o que ocorreu no local:

  • Greta Thunberg protestava na mina de carvão a céu aberto de Garzweiler 2;

  • Ela e um grupo de manifestantes se sentaram perto da borda da mina;

  • Um dos manifestantes chegou a pular na mina;

  • Eles foram "parados" pelas autoridades e encaminhados para fora da área de perigo;

  • Greta e os ativistas foram levados por um ônibus da polícia alemã;

  • Um porta-voz da polícia afirmou que os manifestantes seriam levados para uma verificação de identidade.

Conflito. No sábado (14), o protesto, que reuniu milhares de pessoas, acabou em confronto entre policiais e manifestantes. Imagens mostraram uma fileira de agentes com equipamento reforçado, como capacetes e escudos, protegendo as margens de um fosso profundo do qual os ativistas se aproximavam.

O que acontecerá com a ativista sueca? À agência de notícias Reuters, um porta-voz da polícia afirmou que todos os detidos serão liberados no final do dia. Ainda não se sabe se o ativista que pulou na mina ficou ferido.

*Com informações da Reuters, AFP e CNN Internacional