Por que a nova variante da covid se chama Ômicron?

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FILE - A healthcare worker fills a syringe with the Pfizer COVID-19 vaccine at Jackson Memorial Hospital on Oct. 5, 2021, in Miami.   U.S. regulators have opened up COVID-19 booster shots to all and more adults, Friday, Nov. 19, letting them choose another dose of either the Pfizer or Moderna vaccine. (AP Photo/Lynne Sladky, File)
(AP Photo/Lynne Sladky, File)
  • Nova variante foi encontrada na África do Sul

  • OMS classica sepa como 'preocupante'

  • Eficácia da vacina contra variante está sendo testada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) batizou como ômicron a nova variante do Sars-Cov-2 -causador da covid- sequenciada pela primeira vez na África do Sul.

O nome foi dado nesta sexta-feira (26), em reunião na qual o grupo técnico independente que assessora a OMS classificou a variante como "de preocupação" -o que indica que ela pode causar mais danos que a versão original do coronavírus.

Segundo a entidade, serão necessárias "algumas semanas" para entender os efeitos das muitas mutações da ômicron sobre o contágio, a gravidade da doença ou a eficácia da vacina.

Cientistas da África do Sul e do Reino Unido disseram estar trabalhando "24 horas por dia" para destrinchar o novo mutante, e fabricantes de imunizantes também começaram a se preparar para adaptar seus fármacos à ômicron, se necessário.

Os temores de que a nova variante seja ainda mais transmissível que a delta, mas não tão suscetível às vacinas já disponíveis, fez governos no mundo todo suspenderem voos vindos do sul da África e impondo quaretenas a quem chega de países em que ela foi detectada como Israel e Bélgica, além dos africanos.

Os nomes derivados do alfabeto grego fazem parte do sistema de nomenclatura utilizado pela OMS para identificar novas mutações -entre outros objetivos, como o de evitar as siglas técnicas, está o de evitar que países fiquem estigmatizados por terem feito o sequenciamento.

Até virar ômicron, o novo mutante vinha sendo chamado pela sigla técnica B.1.1.529, que designa sua posição num sistema de linhagens do coronavírus.

A OMS e os cientistas acompanham variantes que possam, potencialmente, infectar humanos com mais facilidade ou escapar da proteção oferecida pelas vacinas.

Em geral, quando um novo mutante com esse risco surge, mas ainda não foi suficientemente estudado, a variante é chamada "de interesse" -é o caso da mu, identificada na Colômbia.

Se o potencial de maior dano é comprovado, ela passa a ser "de preocupação" -como a alfa, a beta, a gama e a delta.

O grupo técnico que considerou a ômicron como "de preocupação" ainda não havia detalhado os motivos para isso até as 16h desta sexta.

Durante todo o dia, conforme as Bolsas de Valores caíam, os aeroportos fechavam e as restrições subiam, cientistas alertavam para a necessidade de vacinar o maior número possível de pessoas contra a Covid-19, já que grandes grupos de não vacinados permitem ao vírus circular mais livremente, o que acelera suas mutações.

Para especialistas, o esforço de vacinação precisa ser intensificado, especialmente nas populações de países pobres onde até agora poucos foram imunizados.

Além das vacinas, é preciso manter medidas de saúde pública e cuidados individuais que evitem a transmissão do patógeno, afirmam os cientistas.

Isso porque os imunizantes, embora tenham alta eficácia contra doenças graves e mortes por Covid, não impedem completamente o contágio, e a proteção oferecida se reduz com o tempo.

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