Por que a qualidade de vídeo do seu streaming deve piorar por causa do coronavírus

Online streaming concept: man using a laptop with online streaming website on the screen. Screen graphics are made up.


Por Rafael Monteiro

A pandemia do coronavírus está mexendo com a dinâmica e a qualidade dos serviços de streaming. Com mais gente em casa, usando a internet para entretenimento por mais tempo, as grandes plataformas já começam a se mexer para atender da melhor forma todos os seus clientes, como redução de qualidade de vídeo e mais suporte a famílias.

A Globo tomou a frente e anunciou, neste domingo (22), que vai reduzir a qualidade dos seus vídeos no Globoplay e no Globosat Play, além dos sites Globoesporte.com, GShow e o site G1. Os conteúdos serão exibidos em HD (720p), sem mais a opção de resoluções 4K e Full HD.

De acordo com a empresa, a medida tem como objetivo amenizar a pressão sobre a internet brasileira em dias de isolamento social e, ao mesmo tempo, permitir que mais pessoas utilizem os serviços - já que alguns deles - como o Globoplay - passaram a oferecer 30 dias grátis de utilização.

De acordo com o Omelete, a Netflix também estuda a possibilidade de reduzir a qualidade dos vídeos no Brasil para atender a demanda. Na Europa, algumas empresas como Youtube e Amazon precisaram agir da mesma forma após determinação do chefe da indústria da União Europeia, Thierry Breton, que temia o colapso da internet no continente.

Mas nem tudo é limitação no streaming em tempos de coronavírus. Em outra frente, o Amazon Prime Vídeo anunciou nesta segunda-feira um novo recurso para atender as necessidades das pessoas em quarentena. Agora, seguindo o exemplo da Netflix, é possível adicionar até seis perfis numa mesma conta do streaming de Jeff Bezos.