Megafazendas de energia solar são um problema no Japão; entenda

Críticos citam o perigo de painéis solares serem arrancados e lançados para longe. (Issei Kato/Reuters)
Críticos citam o perigo de painéis solares serem arrancados e lançados para longe. (Issei Kato/Reuters)
  • Moradores criticam iniciativas com medo de deslizamentos e risco ambiental;

  • Críticos das megafazendas tem buscado solução na Justiça;

  • Governo japonês terá que repensar seu planejamento para energia solar.

Promovendo a ideia de que a energia solar é o futuro e buscando ficar menos dependente de combustíveis fósseis, o Japão tem investido de forma pesada em “megafazendas de energia solar” que foram instaladas em encostas das montanhas e em comunidades rurais em todo o país. A iniciativa, entretanto, já tem causado uma série de problemas.

Muitos moradores que vivem perto dessas instalações afirmam que essas gigantescas fazendas de energia solar destroem o meio ambiente e trazem poucos benefícios para as comunidades vizinhas. A principal preocupação dos moradores é o risco de deslizamento de terra, já que as "megafazendas" são construídas em encostas íngremes da montanha.

Os críticos a esse projeto também citam o perigo de painéis solares serem arrancados e lançados para longe durante os fortes tufões, o risco dos campos eletromagnéticos potencialmente prejudiciais emitidos pela geração de energia solar. As informações são do Global Voices.

Outra questão é o brilho intenso emitido pelos painéis solares que podem atrapalhar não apenas a vida dos moradores, mas também dos animais que vivem na região. uma pesquisa de 2021 realizada pelo jornal Mainichi Shimbun descobriu que 80% das 47 prefeituras do Japão têm problemas com megafazendas de energia solar.

Moradores de Heguri, cidade com cerca de 18 mil habitantes na província de Nara, formaram um grupo de oposição e iniciaram uma ação judicial para impedir a construção de uma megafazenda solar planejada, de 48 hectares e 50 mil painéis, em sua comunidade.

Eles estavam preocupados sobretudo com deslizamentos de terra, destruição ambiental, e os 22 mil volts de ondas eletromagnéticas programadas para passar diretamente sob sua cidade.

Que as fontes de energia renováveis são uma parte essencial do combate às mudanças climáticas é inegável, mas o governo japonês vai ter que repensar a abordagem do país para seus megaprojetos de energia solar.

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