Por que a atividade física é excelente no controle e prevenção do diabetes?

Como escrevi na semana passada, existe uma lista de doenças silenciosas que quando se instalam muito dificilmente “vão embora”. Estava falando em particular da hipertensão. E, hoje, resolvi seguir com a lista, e escrever sobre uma outra condição que também é muito perigosa. O diabetes.

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No Brasil há quase 20 milhões de pessoas que vivem com essa doença. No entanto, muitas delas ainda não receberam o diagnóstico ou estão começando a desenvolver o diabetes. Uma doença que mutila, provoca cegueira, mata... se não tiver o tratamento adequado.

O que mais se ouve dizer por aí é que “não podemos exagerar no doce para não ficarmos diabéticos”. Fica a sensação de que se você comer pouco ou nenhum chocolate, bolo, pavê, você não terá diabetes.

Mas, na verdade não é bem assim. Existem muitos outros fatores que estão ligados ao surgimento desta doença. Até mesmo a genética. Mas, é importante que as pessoas saibam que há como prevenir ou evitar que que ela se instale.

O diabetes pode surgir basicamente por dois motivos, o que faz ser dividido em dois grupos: tipo 1 e tipo 2. No primeiro caso, trata-se de uma resposta autoimune que resulta em pouca ou nenhuma produção de insulina. Logo, a glicose fica circulando no sangue em vez de ser metabolizada e usada como fonte de energia. Esse é o caso que não se pode evitar e que deve ser tratado com insulina, invariavelmente. Mas, claro que sempre há como melhorar a qualidade de vida e o bem-estar das pessoas que tem esse tipo de diabetes, com estilo de vida saudável.

O tipo 2 abrange 90% dos diabéticos e é desenvolvida ao longo dos anos, basicamente, uma resposta quanto ao estilo de vida. E aí que entra a história do comer doce. Acreditava-se que o pâncreas ficava “cansado” de tanto produzir insulina para os comedores de açúcar, acabava pedindo “demissão” do cargo, e, por isso, eles se tornavam diabéticos. Hoje sabe-se que é bem mais que isso.

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Ponto 1: a insulina é resistente à gordura, logo, quanto mais gordura você tem, mais insulina você produz. Em uma pessoa com menor percentual de gordura e mais massa muscular, a ação da insulina é mais eficiente.

Ponto 2: os receptores sensíveis a insulina funcionam melhor com o estímulo do movimento, o que significa que a captação de glicose será maior com a mesma quantidade de insulina produzida.

Ponto 3: a cereja do bolo! Dentro da célula, em seu núcleo, há um transportador chamado GLUT 4, que não é sensível à insulina, mas ao movimento físico, e toda vez que você faz atividade física, você aumenta a quantidade desse GLUT 4 na membrana, captando glicose, sem precisar de insulina para isso! Logo, você dá folga pro seu pâncreas e mesmo assim mantem os níveis de glicose no sangue dentro do normal.

Mais uma vez, a atividade física regular pode ser a melhor forma de prevenir mais uma doença terrível. E, mesmo para os insulinodependentes, o estilo de vida é fundamental.

Claro que a alimentação também tem um papel importantíssimo nessa história. Mas, não é o açúcar do açucareiro, é a glicose que está em todos os alimentos que contêm carboidrato. Até mesmo o consumo exagerado de um suco de fruta natural, por exemplo, pode provocar aumento da glicose no sangue. Por isso, é preciso estar atento ao índice glicêmico (IG) dos alimentos. Quanto mais alto for, maior a velocidade com que o açúcar ingerido vai parar na corrente sanguínea. O ideal é dar preferência aos alimentos que tenham esse índice inferior a 45.

O suco natural de fruta, por exemplo, como o de melancia, que tem mais de 90 de IG, e é muito saudável, não deve ser consumido? Na verdade, a estratégia é consumir esse tipo de alimento junto com algum outro que seja rico em proteína ou gordura, para que a o índice glicêmico da refeição seja “ralentado” por esses nutrientes. Alimentos ricos em fibras, também tem índice glicêmico mais baixo. O pão branco tem um efeito no aumento da glicose, diferente de um pão integral.

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