Por que Carlos Alcaraz virou um dos favoritos para Roland Garros

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Há quase duas décadas não há surpresa sobre quem será o campeão de Roland Garros. Desde 2005, quando Rafael Nadal conquistou o primeiro de seus 13 títulos, apenas uma vez o Grand Slam não foi vencido por ele, Novak Djokovic ou Roger Federer — o trio dominante do tênis mundial nos últimos anos. Foi em 2015, com o suíço Wrawrinka. A próxima edição começa daqui a uma semana sob a esperança da renovação graças a Carlos Alcaraz, de 19 anos. Ele venceu o número 3 do mundo Alexander Zverev na final do Masters de Madri com tanta facilidade (2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/1) que fica impossível não colocá-lo entre os favoritos na França.

— Agora mesmo, já é o melhor do mundo — rendeu-se Zverev, ele mesmo um dos cotados para vencer em Paris. — É uma nova super estrela. Vai ganhar um Grand Slam e ser o número 1. Vai vencer este torneio (Madri) várias vezes. É genial ver alguém como você.

No último sábado, foi Djokovic que o encheu de elogios. E na sexta, Nadal. Ambos cruzaram o caminho do prodígio em Madri e ficaram para trás. Em três dias, ele derrotou, nesta ordem, os números 4, 1 e 3 do ranking ATP. Uma caminhada que o fez saltar para sexto melhor do mundo e segundo na corrida de classificação para o ATP Finals.

— Ganhei dos melhores da história, e também do Zverev. Diria que é a melhor semana da minha carreira. Acredito em mim. Sempre digo que não jogo finais. Eu as venço — afirmou o espanhol.

O discurso só soa arrogante para quem não o conhece. Alcaraz tem feito de 2022 a sua temporada. Em Madri, disputou a quarta final no ano. E venceu todas. Antes, já havia sido campeão no Rio Open, no Masters de Miami e no ATP 500 de Barcelona. A estes, soma-se ainda o ATP de Umago, na Croácia, vencido no ano passado. É o sexto na Era Moderna (desde 1968, com a profissionalização) a ganhar as primeiras cinco decisões que disputa na carreira. E o primeiro desde Nadal, entre 2004 e 2005.

Na atual temporada, Alcaraz só perdeu três de 31 partidas. Das 28 vitórias, as últimas sete foram contra adversários do top-10 do ranking. Natural que em Roland Garros as atenções se voltem para ele. Ao invés de se sentir pressionado, parece curtir o destaque.

— É um torneio especial. No ano passado foi o primeiro Grand Slam em que cheguei na terceira rodada. Este ano, acredito que vão me tomar como favorito. Mas não vejo como pressão, e sim motivação. Tenho vontade de ir a Paris demonstrar meu bom nível num Grand Slam. Este título (Madri) me dá muita confiança para ir a Roland Garros com energia — diz o espanhol, que não almeja só ser competitivo na capital francesa:

— Acredito que estou, sim, preparado para ganhar um Grand Slam. É um objetivo para mim este ano. Vou trabalhar para isso e vamos ver o que acontece em Roland Garros.

Com o tornozelo inchado e uma bolha no pé que inflamou, ele não vai disputar o Masters de Roma esta semana. Segundo o Marca, o jovem precisou recorrer a infiltração para jogar a final. Vai tirar uns dias de recuperação enquanto seus principais concorrentes disputam o torneio na capital italiana.

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