Por que Jorge Jesus, campeão da Libertadores no Flamengo, não foi votado no Prêmio da Fifa

O Globo
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Na lista de votos divulgada pela Fifa na eleição de melhor técnico do mundo, não houve uma menção sequer a Jorge Jesus, que ganhou a Libertadores pelo Flamengo e chegou à final do Mundial de Clubes. O vencedor foi o alemão Jürgen Klopp, campeão inglês pelo Liverpool. O segundo colocado foi o também alemão Hans-Dieter Flick, que levou o Bayern de Munique aos títulos da Liga dos Campeões da Europa, do Campeonato Alemão e da Copa da Alemanha na temporada passada.

Mas a ausência do português não está relacionada à opção dos técnicos, treinadores e representantes da imprensa que formaram o colégio eleitoral do Prêmio da Fifa. Há um crivo anterior, que limita os nomes possíveis de serem votados.

A Fifa criou um painel de especialistas que já montam uma lista com os indicados para a fase final. Ela é composta por ex-jogadores: Cafu (Brasil), Forlán (Uruguai), Mondragón (Colômbia), Park Ji-Sung (Coreia do Sul), Schweinsteiger (Alemanha), Stoichkov (Bulgária), David Suazo (Honduras), Yaya Touré (Costa do Marfim), David Villa (Espanha) e Essam El Hadary (Egito).

Assim, entre os treinadores, apenas cinco nomes estavam nas "cédulas" para serem escolhidos. Além de Klopp e Flick, Zinedine Zidane (Real Madrid), Marcelo Bielsa (Leeds) e Julen Lopetegui (Sevilla). Diante das opções, o técnico Tite, da seleção brasileira, escolheu, nesta ordem: Flick, Klopp e Bielsa. Thiago Silva, na condição de capitão do Brasil, votou da mesma forma, assim como Martín Fernandez, colunista do GLOBO, que foi o voto da imprensa brasileira na eleição da Fifa.

Nada de Jorge Jesus ou qualquer outro. O técnico português foi perguntado em algumas situações acerca da ausência na lista.

- O critério de escolha dos melhores treinadores do mundo penso que seja a conquista de títulos importantes. Títulos nacionais, no meu caso tive no Brasil, e internacionais, como foi a Libertadores e a Recopa. E fomos vice-campeões do mundo. Se o Flamengo tivesse sido campeão do mundo, o treinador destacado no mundo teria de ser eu. Penso eu, senão seria o cúmulo… Como não fui, só pode ser um: Klopp. Quanto ao resto, não me interessa nada. Se não for primeiro, para mim não tem interesse. Foi o que as pessoas decidiram, independentemente de eu saber quem é o melhor - afirmou Jorge Jesus, agora no Benfica.