Ex-diretor do WhatsApp se arrepende da venda ao Facebook

Ex-diretor diz ainda não ser o único com esse pensamento dentro do quadro de executivos do WhatsApp
Ex-diretor diz ainda não ser o único com esse pensamento dentro do quadro de executivos do WhatsApp
  • Executivo chamou o Facebook de "monstro de Frankenstein";

  • Ex-Whatsapp afirma que, na época, o acordo parecia mais uma "parceria";

  • Facebook comprou o WhatsApp em 2014 por US$22 bilhões.

O indiano Neeraj Arora, executivo que ajudou a intermediar a venda do WhatsApp para o Facebook por cerca de US$ 22 bilhões em 2014, diz que se arrepende de ter contribuído para o negócio. Durante o período da venda, Neeraj era diretor comercial do WhatsApp.

"Ninguém sabia, a princípio, que o Facebook se transformaria em um monstro de Frankenstein devorando dados de usuários", escreveu Arora em uma série de postagens em sua conta no Twitter nesta semana. Apesar de o WhatsApp ser a segunda maior plataforma da Meta, Arora diz que o aplicativo representa apenas uma sombra do que era quando foi criado.

Ele conclui que se arrependeu de ter vendido o aplicativo em que trabalhava, adicionando o fato de não ser o único com esse pensamento. O ex-chefe conta que o acordo fechado mais parecia uma parceria, de modo que o Facebook prometera manter a criptografia ponta a ponta, respeitar a independência dos gerentes do WhatsApp e nunca implementar anúncios no aplicativo.

Além disso, o acordo previa uma cadeira no conselho da empresa para um executivo oriundo do aplicativo de mensagens. Na época do negócio, o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, descreveu os serviços do WhatsApp como "incrivelmente valiosos", em um comunicado anunciando o acordo.

No entanto, "em 2017 e 2018, as coisas começaram a parecer muito diferentes", disse o ex-diretor comercial. Ele lembrou que em 2018 "os detalhes do escândalo Facebook/Cambridge Analytica vieram à tona", e o cofundador do WhatsApp, Brian Acton, "enviou um tuíte que chocou o estrato ou esfera das redes sociais".

"Chegou a hora. #deletefacebook", publicou Acton em sua conta pessoal em março de 2018. No fim da série de tuítes, ele faz um apelo para que as gigantes de tecnologia, em especial a Meta, reconheçam seus erros e mudem o ecossistema da tecnologia.

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