Por que os jogos da Copa têm tanto acréscimo?

Árbitro Raphael Claus conversa com jogador Kieran Trippier durante jogo entre Inglaterra e Irã (Foto: Alex Livesey - Danehouse/Getty Images)
Árbitro Raphael Claus conversa com jogador Kieran Trippier durante jogo entre Inglaterra e Irã (Foto: Alex Livesey - Danehouse/Getty Images)

Seguindo uma orientação da FIFA, a Copa do Mundo de 2022 tende a ficar marcada pelo longo tempo acrescido durante os jogos, o que causou certo estranhamento nos espectadores durante os jogos desta segunda-feira (21). A ideia da Federação é que o tempo em que o jogo fique parado seja integralmente recuperado, e que os árbitros parem o cronômetro a cada vez que a bola também pare.

Durante Inglaterra x Irã o árbitro brasileiro Raphael Claus atendeu a orientação dada às equipes de arbitragem e deu um total de 29 minutos de acréscimos nos dois tempos da partida. Na primeira parte uma lesão do goleiro iraniano Beiranvand deixou o jogo parado por quase 10 minutos, que somados à outras paradas fizeram Claus dar 15 minutos de tempo de recuperação. Num segundo tempo com muitas substituições e mais uma parada por lesão, dessa vez do zagueiro inglês Harry Maguire, foram 10 minutos adicionais, que se estenderam por mais 4 minutos após a marcação de um pênalti para o Irã. Já em Senegal x Holanda, outro jogo do dia com árbitro brasileiro, Wilton Pereira Sampaio, tivemos mais de 10 minutos no segundo tempo, devido à mais uma lesão, do senegalês Kouyaté.

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O ex-árbitro Leonardo Gaciba falou, durante o programa Sportscenter, da ESPN, sobre o motivo pelo qual essa recomendação da FIFA e IFAB (International Football Association Board) foi dada:

"A Fifa fez uma aferição de todo Mundial passado e estava com uma média de 53, 54 minutos de bola em jogo. E ela quer chegar a 60. Para isso, a melhor forma que tem durante o jogo é agilizar a partida, mas o tempo que for perdido eles (árbitros) têm que recuperar no fim", explicou.

Existem outras iniciativas em curso para que o tempo de bola rolando aumente, o que, segundo o presidente da FIFA Gianni Infantino, não inclui a possibilidade de aumentar o tempo total de jogo, de 90 minutos.