Por que Richarlison 'bota a cara' e é engajado nas redes sociais

Igor Siqueira
·2 minuto de leitura
Lucas Figueiredo/CBF
Lucas Figueiredo/CBF

Com a mesma personalidade de quem, há pouco mais de dois anos, fez dois gols no primeiro amistoso como titular da seleção brasileira, Richarlison diz que vai continuar botando a cara. Não apenas para mostrar serviço ao técnico Tite, mas, sim, para dar amplitude a causas que considera pertinentes.

O Pombo tem nas redes sociais uma ferramenta importante. Somando Twitter e Instagram, são 3,3 milhões de seguidores. Além de mensagens contra o racismo, recentemente ele pediu justiça por Robson, o ex-funcionário do volante Fernando que está preso na Rússia, o fim das queimadas no Pantanal, falou da importância das pesquisas no combate ao novo coronavírus, entre outros temas.

— Bato muito na tecla principalmente nas redes sociais, ajudar o máximo de pessoas. Hoje sou embaixador da USP para combater o coronavírus. Tento levar minha visibilidade para as pessoas de todo mundo e ajudar quem precisa. Quando tem uma causa importante, que é para ser resolvida, estou sempre botando a cara — disse Richarlison, que está com a seleção brasileira na Granja Comary se preparando para os jogos contra Venezuela e Uruguai, pelas Eliminatórias:

— Ainda mais agora que estou jogando na seleção e na Inglaterra, tenho uma visibilidade maior. Eu uso isso aí de forma correta.

Além do comportamento irreverente, que o faz, por exemplo, dizer que ajudou com a “beleza” no lançamento da nova camisa da seleção brasileira, Richarlison usa as redes sociais para ter acesso ao noticiário e, assim, ficar atento a eventuais causas para se posicionar.

O estafe do jogador do Everton monitora o que ele vai postar, mas um “block” de quem trabalha com o atacante é evento muito raro de acontecer, segundo um dos assessores.

O jogador é de origem humilde e gosta muito de rap. Por característica do movimento, Richarlison recebe influência quando o assunto é causas sociais.

O atacante se entende bem com as ferramentas e sabe que o ambiente às vezes pode ser hostil. Com os haters, o jeito é ignorar.

— Eu não ligo muito para isso. Sou um cara muito centrado no que eu faço, sei bem o que eu faço. Quem fica ‘cornetando’, eu deixo meio de lado. Faço o que é melhor para mim e para as pessoas que eu vou ajudar — disse o atacante da seleção.

Destaque no Everton, Richarlison tem em um concorrente de Premier League um exemplo de engajamento, o atacante Marcus Rashford, do Manchester United:

— (Ele) serve de inspiração, porque ajudou muitas crianças na Inglaterra. Nem todos os jogadores vão colocar a cara, mas é importante fazer isso para servir de exemplo aos outros.